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CUT Acre é primeira a ter paridade na direção

Congressos estaduais da Central começam com a definição de igualdade entre gêneros

Escrito por: Luiz Carvalho • Publicado em: 06/05/2015 - 18:39 • Última modificação: 06/05/2015 - 18:49 Escrito por: Luiz Carvalho Publicado em: 06/05/2015 - 18:39 Última modificação: 06/05/2015 - 18:49

CUT-AC Direção da CUT-AC durante o encerramento do CECUT


O Congresso da CUT Acre, que aconteceu nos dias 23 e 24 de abril, foi o primeiro a garantir uma conquista histórica: a paridade entre homens e mulheres na direção.

Conforme deliberação do 11º Congresso Nacional da CUT (CONCUT), em 2012, a paridade de gênero deverá valer tanto para a composição dos quadros diretivos da nacional e das estaduais quanto para a participação de delegações em todas as etapas.

Na CUT-AC, as dirigentes passaram de quatro para sete, uma vitória que a presidenta reeleita, Rosana Nascimento, aponta como essencial, mas que depende de atuação firme para trazer os temas de gênero aos espaços de debate.

“A paridade por si só não significa mais eficiência nas disputas políticas, mas abrirá espaço para dar oportunidade às mulheres estarem dentro dos debates e garantirá a participação nos fóruns de disputa da Central, isso sim um diferencial na conquista da igualdade”, definiu Rosana.

Para a dirigente, um dos méritos da deliberação nacional é coibir qualquer tipo de manobra para impedir o cumprimento da determinação desde a direção executiva até conselho fiscal e suplentes, ainda que exista resistência e disputas internas.

Proximidade com a sociedade – Segundo Rosana, os debates no Acre tiraram como desafio principal aproximar o movimento sindical das bases.

“Os desafios são disputar a base e garantir a credibilidade do nosso movimento. E isso não é só no Acre, é uma questão nacional. Para isso precisamos escutar a sociedade e colocar os princípios da solidariedade da CUT em prática em todos os sindicatos, o que é difícil, especialmente nas entidades urbanas, que têm autonomia financeira e maior acesso ao poder público para cobrar a valorização dos trabalhadores”, disse.

Um novo modelo

Além da paridade, o 12º CONCUT – que acontece entre 12 e 17 de outubro, em São Paulo, e tem como eixo “Educação, Trabalho e Democracia” – e os CECUTs (Congressos Estaduais) também terão um novo modelo de organização para ampliar a participação dos trabalhadores nos debates.

Assembleias de base que terão caráter formativo, discutirão o papel do Congresso e da CUT, definirão os delegados para as etapas estaduais. Essas, por sua vez, definirão resoluções que servirão como referência para construção do caderno-base do CONCUT.

“Construímos um roteiro que provoque os debates a partir das bases, inclusive dos locais de trabalho.  Pela conjuntura que estamos vivendo no país há uma necessidade cada vez maior de os trabalhadores participarem da construção das resoluções que vão nos guiar no próximo período. Não dá mais para delegar o papel de decisão exclusivamente a dirigentes”, apontou a secretária-adjunta da CUT, Maria de Godói Faria.

A dirigente lembra que a luta do movimento sindical vai além da política salarial e da consolidação dos direitos, o que impõe ao CONCUT um caráter mais participativo.

“Há um sistema de globalização em que você globaliza o lucro e descentraliza a pobreza, a miséria e a perda de direitos. Precisamos inverter isso. Globalizar o avanço dos trabalhadores para ter uma sociedade mais justa”, ressaltou. 

 

Título: CUT Acre é primeira a ter paridade na direção, Conteúdo: O Congresso da CUT Acre, que aconteceu nos dias 23 e 24 de abril, foi o primeiro a garantir uma conquista histórica: a paridade entre homens e mulheres na direção. Conforme deliberação do 11º Congresso Nacional da CUT (CONCUT), em 2012, a paridade de gênero deverá valer tanto para a composição dos quadros diretivos da nacional e das estaduais quanto para a participação de delegações em todas as etapas. Na CUT-AC, as dirigentes passaram de quatro para sete, uma vitória que a presidenta reeleita, Rosana Nascimento, aponta como essencial, mas que depende de atuação firme para trazer os temas de gênero aos espaços de debate. “A paridade por si só não significa mais eficiência nas disputas políticas, mas abrirá espaço para dar oportunidade às mulheres estarem dentro dos debates e garantirá a participação nos fóruns de disputa da Central, isso sim um diferencial na conquista da igualdade”, definiu Rosana. Para a dirigente, um dos méritos da deliberação nacional é coibir qualquer tipo de manobra para impedir o cumprimento da determinação desde a direção executiva até conselho fiscal e suplentes, ainda que exista resistência e disputas internas. Proximidade com a sociedade – Segundo Rosana, os debates no Acre tiraram como desafio principal aproximar o movimento sindical das bases. “Os desafios são disputar a base e garantir a credibilidade do nosso movimento. E isso não é só no Acre, é uma questão nacional. Para isso precisamos escutar a sociedade e colocar os princípios da solidariedade da CUT em prática em todos os sindicatos, o que é difícil, especialmente nas entidades urbanas, que têm autonomia financeira e maior acesso ao poder público para cobrar a valorização dos trabalhadores”, disse. Um novo modelo Além da paridade, o 12º CONCUT – que acontece entre 12 e 17 de outubro, em São Paulo, e tem como eixo “Educação, Trabalho e Democracia” – e os CECUTs (Congressos Estaduais) também terão um novo modelo de organização para ampliar a participação dos trabalhadores nos debates. Assembleias de base que terão caráter formativo, discutirão o papel do Congresso e da CUT, definirão os delegados para as etapas estaduais. Essas, por sua vez, definirão resoluções que servirão como referência para construção do caderno-base do CONCUT. “Construímos um roteiro que provoque os debates a partir das bases, inclusive dos locais de trabalho.  Pela conjuntura que estamos vivendo no país há uma necessidade cada vez maior de os trabalhadores participarem da construção das resoluções que vão nos guiar no próximo período. Não dá mais para delegar o papel de decisão exclusivamente a dirigentes”, apontou a secretária-adjunta da CUT, Maria de Godói Faria. A dirigente lembra que a luta do movimento sindical vai além da política salarial e da consolidação dos direitos, o que impõe ao CONCUT um caráter mais participativo. “Há um sistema de globalização em que você globaliza o lucro e descentraliza a pobreza, a miséria e a perda de direitos. Precisamos inverter isso. Globalizar o avanço dos trabalhadores para ter uma sociedade mais justa”, ressaltou.   



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