Hoje é dia de ocupar a Paulista e as ruas de quatro capitais pelo fim da escala 6x1
Esta segunda-feira é dia de ir às ruas pelo fim da escala 6x1, redução de jornada e com manutenção os salários. Atos estão marcados em São Paulo, Rio de Janeiro, Vitória, Cuiabá e São Luís. Em Aracaju foi às 6h
Publicado: 25 Maio, 2026 - 11h55 | Última modificação: 25 Maio, 2026 - 12h08
Escrito por: Redação CUT | Editado por: Rosely Rocha
A luta pelo fim da escala 6x1 com redução de jornada das atuais 44 horas semanais para 40h, sem redução salarial continua nesta segunda-feira (25). A CUT, as demais centrais sindicais e movimentos sociais convocam a população para ir às ruas hoje em cinco capitais do país. Em Aracaju, Sergipe, a manifestação foi logo pela manhã. Houve panfletagem e diálogo com a população no Terminal do DIA, às 6h. No domingo (24) já houve atos em diversas cidades.
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Confira onde terá atos na tarde de hoje
Em São Paulo o ato será na Avenida Paulista, na altura do MASP, a partir das 17 horas.
Na capital do Rio de Janeiro a manifestação começa às 16h, na Candelária.
Em São Luís, no Maranhão está marcada uma caminhada na Rua Grande, com concentração na Praça João Lisboa (Centro Histórico), às 16h.
Em Cuiabá, Mato Grosso a mobilização será no TRR, na Avenida do CPA, às 14h.
Na capital Vitória, o ato será em frente à Assembleia Legislativa, às 18h.
Por que ir às ruas
A tramitação da PEC sobre o fim da escala 6x1 prevê a leitura do relatório nesta segunda-feira (25). No dia 27 (quarta-feira) está prevista a votação na Comissão e no dia 28, no Plenário.
Direita tenta barrar aprovação
Apesar do fim da escala 6x1 ser aprovada por 71% da população há setores do Congresso Nacional e empresariais que, temendo o desgaste perante a opinião pública, querem adiar por muitos anos o início da redução da jornada de trabalho.
Ir às ruas é dar uma resposta a esses setores, principalmente à extrema direita que tenta a todo custo impedir a aprovação da proposta. Deputados, a maioria do PL, partido do candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), pediram a inclusão de uma emenda na PEC para que, ao contrário de redução da jornada de trabalho haja aumento para até 52 horas semanais; uma transição de 10 anos para a implantação da escala 6x1 e inúmeras benesses aos empresários, inclusive com a redução pela metade da alíquota que é depositada ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) aos trabalhadores, dos atuais 8% para 4%. A pressão popular fez com que o presidente da Câmara Hugo Motta anunciasse que a emenda não será incluída no relatório.
Entenda as propostas sobre o fim da escala 6x1
Na Câmara o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), prioriza a tramitação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). O principal texto em discussão é a PEC 221/2019, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que prevê a redução gradual da jornada de trabalho de 44 para 36 horas semanais. Outra PEC, da deputada Érika Hilton (PSOL-SP), prevê a adoção da semana de quatro dias de trabalho, a chamada escala 4x3. As duas PECs podem ser apensadas, reunindo pontos em comum, por tratarem do mesmo assunto.
Para a PEC passar valer são necessários dois turnos de votação na Câmara e no Senado, com aprovação de três quintos dos parlamentares (308 deputados e 49 senadores).
Além das PECs, o presidente Lula (PT) enviou o Projeto de Lei (PL) nº 1838/2026 que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), ao Congresso Nacional em regime de urgência, em 14 de abril, precisa ser votado em até 45 dias a partir da data de envio. O PL prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas; garantia de dois dias de descanso remunerado; proibição de redução salarial. Na prática, a proposta extingue a escala 6x1.
A proposta do projeto do governo federal mantém o limite de oito horas diárias e garante dois dias consecutivos de descanso semanal, preferencialmente aos sábados e domingos. O modelo 5x2 poderá ser definido por negociação coletiva, respeitando as características de cada atividade. O PL exige maioria simples (50% + 1 dos votos) e sanção presidencial. Caso o Senado altere o texto, ele retorna à Câmara, o que pode atrasar a aprovação.
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