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Em SP, presidente da CUT, diz que protestos continuarão até que Bolsonaro caia

Sérgio Nobre também anunciou uma greve de servidores públicos de todo o Brasil para agosto. Em várias capitais, CUT, centrais, movimentos sociais e partidos políticos foram às ruas para exigir o impeachment

Publicado: 24 Julho, 2021 - 17h57 | Última modificação: 24 Julho, 2021 - 18h44

Escrito por: Andre Accarini e Rosely Rocha

Roberto Parizotti
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Presidente da CUT, Sérgio Nobre, em ato na Avenida Paulista neste sábado, 24 de julho

Edição: Marize Muniz

“Vamos continuar nas ruas para tirar este genocida”, disse o presidente Nacional da CUT, Sérgio Nobre, aos milhares de trabalhadores e trabalhadoras que enfrentaram os riscos da pandemia e foram à Avenida Paulista, em São Paulo, na tarde deste sábado (24), para exigir o impeachment do presidente da República porque ele é mais perigoso e mortal do que o novo coronavírus.

Sérgio Nobre também anunciou que servidores públicos municipais, estaduais e federais de todo o Brasil farão uma greve no dia 18 de Agosto, em defesa dos serviços e dos servidores públicos. “E esta greve não é só dos servidores, é de toda classe trabalhadora para este país mudar de rumo”, afirmou o dirigente.

De acordo com o presidente da CUT, os atos realizados neste sábado em 437 municípios do Brasil e centenas de cidades do exterior, que reuniram ao todo mais de 533 mil pessoas, são “um recado para todos de que o  país precisa mudar de rumo” e isso só será possível com a  destituição de Bolsonaro, responsável pelo caos em que se encontra a Nação, com vidas sendo perdidas por falta de enfrentamento à pandemia e vacinas para todos rapidamente, não no ritmo lento atual, para que mais crianças não fiquem orfãs no país.

Não podemos permitir a naturalização de mais de meio milhão de companheiros e companheiras que perderam a vida na pandemia. Não podemos naturalizar as mais de 130 mil crianças que vão crescer órfãs porque perderam seus pais na pandemia
- Sérgio Nobre

Roberto ParizottiRoberto Parizotti

 

Além do fechamento de empresas, da retirada de direitos, privatizações e a destruição do serviço público, com a reforma Administrativa, Sérgio Nobre ainda citou o grave problema do desemprego, lembrando que um terço dos brasileiros ou está no desemprego ou está no desalento que, de acordo com o dirigente, é uma ‘enorme tragédia”, situação que ele reforça, não pode perdurar.

A manifestação em São Paulo é parte do #24JForaBolsonaro – quarto dia de mobilizações em todo o Brasil e cidades do exterior exigindo o fim do governo de Bolsonaro. 

Protestos pelo país

De grandes passeatas e carreatas, atos com milhares de pessoas como os do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife até atos mais simples, o Brasil registrou neste sábado (24), outra vez, a exemplo dos dias 29 de maio, 19 de junho e 3 de julho, o clamor popular por tempos melhores que, necessariamente, só virão com “Bolsonaro e sua turma” fora do poder.

Nas capitais as imagens mostraram desde as primeiras horas da manhã multidões exigindo o impeachment do presidente nas capitais e, no interior, atos simbólicos também expressaram a vontade do povo brasileiro.

Merece destaque mais uma vez a preocupação com a vida por parte dos manifestantes que, ao contrário do presidente, quando organização motociatas para se promover, sem o proteção sanitária defendida por médicos da Organização Mundial de Saúde (OMS), deram prioridade ao uso de máscaras, de álcool em gel , entre outros protocolos de segurança para evitar a disseminação do coronavírus.

Em vários lugares do país, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) foi cobrado pelo povo para que tome uma atitude de respeito aos eleitores brasileiros e paute ao menos um dos mais de 120 pedidos protocolados na Casa.

Motivos não faltam para protestar. O povo brasileiro protestou por ‘vacina já’ para todas e todos, auxílio emergencial de R$ 600 e contra a política genocida de Bolsonaro no enfrentamento a pandemia que já matou mais de 545 mil pessoas – pautas que vem mobilizando cada vez mais os brasileiros e que continuam sendo negligenciadas pelo governo do ‘capitão’.

Outras pautas que mobilizam a sociedade são as lutas contra a reforma Administrativa, contra privatizações, contra a alta da inflação e o aumento de preços de alimentos e combustíveis, a fome, a miséria e o desemprego que já atinge cerca de 15% dos brasileiros.

Confira os atos realizados nas capitais na tarde deste sábado, 24 de julho

Distrito Federal

A capital do poder, Brasília, também é #foraBolsonaro. Também palco das maiores manifestações no Brasil, a Esplanada dos Ministérios teve todas as faixas de uma das pistas ocupadas pelos manifestantes. CUT, centrais, sindicatos, partidos políticos e movimentos sociais levaram mais de 30 mil pessoas às ruas.

Leandro GomesLeandro Gomes

Leandro GomesLeandro Gomes

Ceará

Em Fortaleza, mais de 30 mil pessoas, de maneira espontânea, participaram dos atos contra Bolsonaro, organizados pela CUT e movimentos que compõem as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

Mateus DantasMateus Dantas

 

Minas Gerais

Em Belo Horizonte (MG) mais de 100 mil pessoas se juntaram às frentes de luta. Organizado pelas centrais sindicais e movimentos sociais, o #24JForaBolsonaro saiu da Praça da Liberdade e caminhou pela Avenida Afonso Pena,

Vera Bolognini/Eficaz Comunicação Vera Bolognini/Eficaz Comunicação

Vera Bolognini Eficaz Comunicação Vera Bolognini Eficaz Comunicação

Paraná

Em Curitiba, o #24JForaBolsonaro reuniu mais de 15 mil pessoas nas ruas do centro da cidade neste sábado (24). "Vacina no braço e comida no prato" e #ForaBolsonaro foram as palavras de ordem dos manifestantes. 

CUT Paraná/APP-MetronorteCUT Paraná/APP-Metronorte

CUT Paraná/APP-MetronorteCUT Paraná/APP-Metronorte

Rio de Janeiro

A Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio de Janeiro, foi tomada por manifestantes da CUT, demais centrais sindicais, dos movimentos sociais e partidos políticos que organizam as manifestações pelo impeachment de Jair Bolsonaro (ex-PSL), neste sábado (24), dia ato nacional unificado “Fora, Bolsonaro”. Mas de 75 mil pessoas participaram do protesto.

 

 

Rio Grande do Sul

Em Porto Alegre, a concentração para o ato, chamado de “Marcha dos 100 mil” começou às 14h no centro da capital gaúcha. Artistas abriram uma bandeira do Brasil manchada de sangue dos mortes da pandemia. Somente na capital, participaram mais de 80 mil pessoas.

Silvia FernandesSilvia Fernandes

Silvia FernandesSilvia Fernandes

 

Rio Grande do Norte

Rua cheia e batucada. Esse foi o clima de esperança e luta do povo de Natal.  A manifestação contra o genocida Bolsonaro reuniu pessoas de todas as idades, organizadas pela CUT, centrais, partidos políticos e movimentos populares. Trabalhadores e Trabalhadoras ocupam a Avenida Salgado Filho, na zona sul de Natal, pelo Fora Bolsonaro e em defesa da vida.

Santa Catarina

Em Florianópolis, o ato teve início às 14h. Mais de 30 mil pessoas se reuniram no Largo da Alfândega para pedir o fim do governo Bolsonaro. Após a concentração, os manifestantes saíram em caminhada pelas ruas da cidade.

Priscila BaadePriscila Baade

 

São Paulo

A Avenida Paulista - um dos mais tradicionais redutos de manifestações do país, começou a ser ocupada às duas da tarde. Carros de som da CUT e outros movimentos se posicionaram para receber os mais de 70 mil manifestantes – brasileiros que querem um basta no governo de Bolsonaro.

Roberto ParizottiRoberto Parizotti

Sergipe

Em Aracaju, a manifestação aconteceu na tarde deste sábado, com início às 15h. A concentração foi na praça do Conjunto Leite Neto, no Bairro Grageru. De lá caminharam para a praia Formosa, no bairro 13 de Julho.

Jomara CostaJomara Costa

Jomara CostaJomara Costa

 

  

 
 
 
 
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Veja também os atos da manhã deste sábado: 

Atos Fora Bolsonaro começam com força em capitais brasileiras e no exterior