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Na pandemia Santander demite 400 e UNI Global faz campanha para parar demissões

Brasil é o único país onde o banco está instalado que demite em plena pandemia. Santander se recusa a abrir negociações para interromper dispensas. Sindicato global faz campanha para ajudar bancários do país

Publicado: 03 Julho, 2020 - 17h19 | Última modificação: 03 Julho, 2020 - 17h42

Escrito por: Rosely Rocha

Montagem Linton Publio Seeb
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O Santander demitiu desde o último dia 6 de junho, mais de 400 trabalhadores e trabalhadoras. O Brasil é o único país, entre diversos em que o banco está instalado, que a direção está promovendo demissões em plena pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Na última reunião entre sindicalistas e a direção do banco, na quarta-feira (1º) não houve acordo para parar as demissões porque a instituição se recusa a abrir negociações, e disse que não estava fazendo nada demais, apenas remanejamentos necessários, como se a vida dos trabalhadores fosse descartável.

“Além de não querer discutir as demissões, o Santander tem cobrado metas absurdas, como se nenhum cliente estivesse em dificuldade financeira nesta crise sem precedentes, e tivesse dinheiro à disposição para adquirir produtos financeiros”, critica Rita Berlofa, presidente da UNI Finanças Mundial, que representa mais de 3 milhões de trabalhadores bancários e de seguros, em mais de 237 sindicatos no mundo.

 “Se sobrevivermos à Covid os trabalhadores vão sair doentes da quarentena pela pressão absurda que estamos enfrentando“, diz Rita, que também é funcionária do Santander.

No mês passado o jornal Folha de São Paulo publicou informação de que o banco demitiria 9 mil trabalhadores, que representam 20% do seu quadro funcional.  O Santander chegou a negar a informação, mas já havia dado início às demissões.  

Para Rita, o Santander trata com descaso os brasileiros, pois em outros países,  especialmente na Espanha, não há informações de demissões de trabalhadores.

O Santander trata os trabalhadores e a sociedade brasileira com total desrespeito. É avesso ao diálogo e tem postura antissindical
- Rita Berlofa

Para alertar os trabalhadores em todo o mundo sobre o tratamento dado aos brasileiros e tentar impedir as demissões, a UNI Global Union, sindicato global que representa 20 milhões de trabalhadores em 150 países, lançou uma campanha internacional.

No texto do abaixo-assinado online, a UNI lembra que o banco se comprometeu a não demitir durante a pandemia de coronavírus, mas que mesmo assim está quebrando o acordo firmado com o Comando Nacional dos Bancários.

Rita Berlota reforça o pedido para que a população brasileira assine o documento e explica que o texto mesmo sendo em inglês pode ser preenchido em português. No campo ‘Union’, que significa sindicato, caso a pessoa não seja filiada a nenhuma entidade sindical, pode preencher como Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de São Paulo (SEEB-SP).

Clique aqui para assinar a campanha em português.

Clique aqui para assinar a campanha em inglês.