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Manoel Lages, servidor federal, é eleito presidente da CUT Maranhão

Edmilson dos Santos ficou com a vice-presidência, Raimundo Nonato dos Santos ocupará a Secretaria-Geral e Novarck Silva de Oliveira, a secretaria de Administração e Finanças

Publicado: 05 Dezembro, 2019 - 11h45 | Última modificação: 05 Dezembro, 2019 - 13h00

Escrito por: Walber Pinto, com informações do Sindsep/MA

Sindsep/MA
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O 13º Congresso Estadual da CUT do Maranhão (CECUT-MA) elegeu, por unanimidade, o servidor público federal Manoel Lages para comandar a entidade no próximo período. Ele assume o posto que foi da agricultora familiar Adriana Oliveira, que vai se candidatar a vareadora nas eleições municipais de 2020.

O congresso da CUT/MA reuniu 130 delegados e delegadas entre os dias 29 e 30 de novembro, em São Luís, capital do estado. A nova direção da entidade terá como principal objetivo coordenar as lutas dos trabalhadores e trabalhadoras no estado contra a retirada de direitos e o desmonte dos serviços públicos.

Representantes de vários ramos, sindicatos e dos principais segmentos que defendem os interesses da classe trabalhadora se debruçaram nos dois dias de evento sobre a luta que o movimento sindical terá pela frente barrar o retrocesso promovido pelo governo de Jair Bolsonaro.

“Sabemos que temos uma tarefa muito difícil pela frente, mas sabemos também que estamos do lado certo e temos força e a vontade necessárias para fazer o enfrentamento a este governo que só massacra a população mais pobre do país”, afirmou o presidente eleito.

Para Manoel Lages, que também é diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Estado do Maranhão (Sindsep/MA), os trabalhadores e trabalhadoras mais pobres do estado sofrem com o ‘massacre’ do governo de Bolsonaro que, em onze meses de gestão só apresentou propostas de retirada de direitos da classe trabalhadora, como a reforma da Previdência e a Media Provisória (MP) 905/2019, que criou o Programa Verde e Amarelo, que taxa até desempregados que recebem o seguro-desemprego.

“Trabalharemos incansavelmente para unificar a pauta da luta sindical e dos movimentos sociais para resgatarmos a soberania do povo maranhense”.

Antes da eleição para definir a nova gestão, Aparecido Donizetti, secretário-Geral adjunto, que acompanha o processo sucessório do Maranhão desde 2016, quando Adriana Oliveira foi reeleita, falou dos ataques do governo Bolsonaro como, a volta da miséria e o aumento do desemprego e dos recordes de informalidade que vêm sendo batidos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No plano de lutas, aprovado pelos delegados e delegadas, destaca-se a luta em defesa da democracia, intensificação da mobilização contra as privatizações no estado e o fortalecimento da unidade com demais centrais e movimentos populares em defesa da classe trabalhadora.

O 13º CECUT-MA aconteceu num momento delicado para o movimento sindical e, principalmente, para os trabalhadores que estão vendo seus direitos arduamente conquistados sendo retirados pelas reformas de desmonte de Bolsonaro, que promove o sucateamento dos serviços públicos querendo enfraquecer a luta dos movimentos populares.

“Agradecemos aos sindicatos filiados o esforço de unificar as forças que constroem a luta. Agora, iremos encaminhar as proposições que mobilizam e chamam o povo para sair do conforto e tomar as ruas para barrar as reformas que tanto nos prejudicam”, finalizou Manoel Lages.