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Greve Eletrobras: 1º dia de paralisação é marcado por  mobilização dos trabalhadores

Com piquetes nas portas das empresas do Sistema Eletrobras, diálogo com a sociedade e pressão no Congresso Nacional, eletricitários lutam conta MP da privatização da estatal

Publicado: 16 Junho, 2021 - 12h25 | Última modificação: 16 Junho, 2021 - 12h33

Escrito por: Renan Costa, da FNU

FNU/CNE
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O primeiro dia da greve de 72 horas no Sistema Eletrobras contra a privatização da estatal, nesta terça-feira (15), foi marcado para forte mobilização dos trabalhadores e das trabalhadoras

Desde muito cedo os trabalhadores realizaram piquetes nas portas das empresas do Sistema Eletrobras em protesto contra a Medida Provisória (MP) nº 1031, que privatiza a maior empresa de pública de energia da América Latina. A MP deve ser votada no Senado nesta quarta-feira (16) e a categoria está em ação nas redes sociais pressionando senadores a votar contra a medida que é ruim para o Brasil e para os brasileiros.

ReproduçãoReprodução

Saiba por que você deve lutar contra privatização da Eletrobras que Senado vota hoje e participe da ação nas redes

A adesão no primeiro dia foi muito significativa, avalia Fernando Pereira, um dos coordenadores do Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE). “Os trabalhadores entenderam que o momento é crítico, por isso a adesão à luta liderada pelos sindicatos foi bem forte”, disse o dirigente.

De acordo com ele, a operação está trabalhando em escala especial para garantir a prestação do serviço à população. “Temos compromisso e responsabilidade com a sociedade, ao contrário deste governo”, disse Fernando Pereira se referindo ao presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL), que encaminhou a MP ao Congresso Nacional e à sua equipe.

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A direção do CNE criticou o comportamento de alguns gerentes do Sistema Eletrobras, que se prestaram ao papel de ameaçar os trabalhadores ou soltar notas condenando o movimento que é legítimo.

“O mais lamentável”, disseram os dirigentes, “é que é a greve visa também defender o emprego dos cargos gerenciais também”.

A ação dos gerentes foi classificada pela direção do CNE como uma “total contradição de classe, porque todos são trabalhadores, independente da função que exercem no Sistema Eletrobras”.

E mais, os exemplos nas empresas privatizadas mostram que os primeiros a serem demitidos são os gerentes, basta acompanhar o que ocorreu na Cemar ou na CEPISA.

A direção do CNE está lutando contra a privatização em todas as bases do Sistema Eletrobras, dialogando com os trabalhadores e as trabalhadoras, fazendo o trabalhado de convencimento ao demonstrar que caso seja privatizada as demissões serão em massa. 

Nas demais empresas de energia que passaram ao controle privado, a lógica é pagar menores salários para novos contratados, terceirizar, precarizar e assim aumentar a margem de lucro com tarifas exorbitantes, alertam os dirigentes.

O CNE, por meio da campanha Salve a Energia, também esta conversando com a sociedade, deixando claro que a privatização será um péssimo negócio, tanto para população, que terá um grande aumento na conta de luz, quanto para o setor produtivo que será atingido também com tarifas exorbitantes.

A luta também é no Congresso Nacional. Dirigentes do CNE estão desde ontem no Senado conversando com cada parlamentar, argumentando com dados precisos, fruto de muitos estudos, os riscos da privatização para o país, feito por meio de uma parceria com o Dieese.

*Edição: Marize Muniz