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CUT e centrais vão às ruas em defesa do emprego, auxílio emergencial e Vacina Já!

Respeitando distanciamento social, sindicalistas visitaram terminais de ônibus e locais de trabalho para dialogar com trabalhadores sobre pautas como Vacina Já!, auxílio emergencial e a defesa do emprego

Publicado: 04 Março, 2021 - 13h13 | Última modificação: 04 Março, 2021 - 17h20

Escrito por: Andre Accarini

Ari Paleta
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Desde as primeiras horas da manhã desta quinta-feira (4), dirigentes da CUT e demais centrais estão nas ruas, locais de grande circulação e locais de trabalho, promovendo manifestações e diálogos com a população no Dia Nacional de Mobilização. Na pauta a defesa de temas urgentes como a volta do auxílio emergencial de R$ 600, Vacina Já! para todos e todas, por mais empregos e em defesa das estatais e do serviço público.

O governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) demonstra a cada dia mais incapacidade e má vontade para tomar decisões sobre essas pautas, que são fundamentais para a sobrevivência da grande maioria dos brasileiros.  A inércia de Bolsonaro prejudica a população, em especial os mais pobres que ficaram se renda e sem emprego por causa da pandemia do novo coronavírus, que chega ao trágico patamar de mais de mil mortes por dia, em média, há mais de 40 dias e nesta quarta (3) bateu recorde de quase duas mil mortes.  Além disso, o governo brasileiro é considerado o pior do mundo no combate à pandemia, Bolsonaro incentiva aglomerações, divulga informações falsas sobre a Covid-19 e distribuiu remédios ineficazes contra a doença ao invés de comprar vacinas.

Por tudo isso, os sindicalistas decidiram ir às ruas, seguindo todos os protocolos de segurança, com uso de máscara, álcool em gel e distanciamento social para evitar a disseminação do vírus. Foi com esse cuidado, que o presidente da CUT, Sérgio Nobre, amanheceu em campo para dialogar com a população. Às 5h, no terminal de ônibus Ferrazópolis, no ABC paulista, o dirigente conversou com trabalhadores e trabalhadoras e participou de panfletagem.

“O povo está trabalhando, está nos pontos de ônibus, estações de metrô, nas ruas comerciais, nos bairros. Viemos até eles para falar da pauta do movimento sindical, que defende que o Brasil volte a crescer para gerar empregos”, disse o presidente da CUT.

Ari PaletaAri Paleta

Sérgio Nobre afirma ainda que o fim do auxílio emergencial foi um “ato de crueldade sem tamanho, que ilustra a tragédia que o país está vivendo nesta pandemia por falta de governo”. Com pessoas passando fome e o desemprego batendo recordes,  o PIB afundando e tirando o Brasil da lista das 10 maiores economias do mundo, diz o dirigente, “o governo falar em auxílio emergencial de R$ 250 e ainda querendo tirar da conta dos aposentados e servidores públicos. Isso é cruel, é absurdo que não aceitaremos”.

As CUT e as centrais sindicais reforçam que é preciso garantir a saúde e a sobrevivência da população e o auxílio emergencial de R$ 600 enquanto durar a pandemia é fundamental. O valor em estudo pelo governo para o novo auxílio emergencial (de R$ 250), “não compra nem metade de uma cesta básica, não garante a sobrevivência durante a pandemia”. 

Para o Brasil superar a crise sanitária e voltar a crescer e gerar empregos, além da vacinação em massa para toda a população, tem que ter o auxílio emergencial de R$ 600
- Sérgio Nobre

Ari PaletaAri Paleta
 

Vacina Já

Os sindicalistas também alertaram a população sobre a falta de planejamento do governo federal para a aquisição de vacinas em número suficiente para todos os brasileiros. A negligência de Bolsonaro e seu ministro da Saúde, General Eduardo Pazuello, tem colocado o país em um ritmo lento de imunização. Até agora, somente 3,4% da população brasileira foi imunizada.

“É preciso um plano nacional de vacinação para todos, estruturado a partir do SUS, integrado e articulado com munícipios, estados e governo federal, em um esforço coordenado para as prioridades estabelecidas pelo setor de saúde, com apoio geral à ciência”, dizem as centrais.

 

Mais empregos

Sérgio Nobre e outros sindicalistas também foram a portas de fábricas no ABC, para conversar com trabalhadores e falar sobre a urgência para a implementação de medidas para geração de empregos e renda. De acordo com o presidente da CUT, é necessária a retomada imediata de milhares de obras paradas, recuperação imediata dos investimentos públicos e apoio a medidas de prefeituras e governos para gerar empregos com proteção social.

Os sindicalistas reforçaram à população que decisões como essas devem ser tomadas pelo Congresso Nacional e é fundamental que os trabalhadores e trabalhadoras, a sociedade em geral se mobilize e ajude a pressionar os parlamentares, escrevendo, mandando mensagens pelas redes sociais, aos deputados e senadores, exigindo a votação e apoio às pautas urgentes.

“É importante que todos participem desta luta”, diz Sérgio Nobre.

Uma das formas mais rápidas para a população cobrar de seus deputados e senadores é o “Na Pressão”, ferramenta on-line para enviar mensagens aos parlamentares, diretamente em seus canais de comunicação, como e-mail, redes sociais e até mesmo para o WhatsApp de cada um.

Uma das campanhas da ferramenta é a pressão por Vacina Já!

 

Plenária

No início da semana, a CUT, centrais sindicais e as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, se reuniram com partidos de oposição para definir um calendário de mobilizações pela Campanha Fora Bolsonaro

As atividades terão caráter permanente. Carreatas, bicicletadas, bandeiraços e outras ações serão realizadas todos os fins-de-semana. Já as quintas-feiras, as ações serão feitas com carros de som, panfletagens e panelaços.

 

Calendário:

  1. SEMANA de luta das mulheres 7 a 14 de março (dia da Marielle).
  2. Dia 21 de março, dia de luta contra discriminação racial ( é um domingo, juntar com as carreatas).
  3. Dia 24 de março, dia nacional dos educadores, seria nossa data UNITÁRIA de mobilização nacional.
  4. Dia 28 de março, domingo, dia de ações de solidariedade, coleta de recursos, alimentos e ações de saúde etc. Usar as sedes de sindicatos, partidos, movimentos e igrejas, terreiros, para coleta e distribuição de alimentos.
  5. Dia 1 de abril, quinta-feira, dia de denúncia Ditadura militar, nunca mais!
  6. Dia 3 de abril, sábado de aleluia, organizar malhação ao Judas, na figura do Bolsonaro!
  7. Semana de 7 a 11 de abril. Em torno da saúde, serão atividades internacionais.
  8. Semana do primeiro de maio.

 

Outras manifestações

Na capital paulista, nesta quinta-feira, trabalhadores e trabalhadoras da educação também protestaram contra a volta às aulas presenciais no estado.

“No momento em que temos o maior número de mortos da pandemia e cepas mais contagiosas, profissionais da saúde e estudantes são expostos ao risco. Estamos aqui para externar nosso protesto”, disse o presidente da CUT São Paulo, Douglas Izzo, na concentração do ato, no Vão Livre do Masp, na Avenida Paulista.

De lá, uma carreata segui até a Prala da República. 

Roberto ParizottiRoberto Parizotti

 

*Edição: Marize Muniz