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Brasil tem a 3ª pior média móvel de mortes e nova variante já circula em 17 estados

Nesta terça-feira (23), foram contabilizadas 1.370 novas mortes causadas pela Covid-19, chegando ao total de 248.646 vítimas desde o início da pandemia

Publicado: 24 Fevereiro, 2021 - 12h48 | Última modificação: 24 Fevereiro, 2021 - 12h50

Escrito por: Redação CUT

Divulgação
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Depois das aglomerações e desrespeitos às regras sanitárias no feriado do Carnaval, a pandemia do novo coronavírus voltou a se agravar no Brasil. Nesta terça-feira (23), o ministério da Saúde informou que 17 estados já registram a nova variante brasileira, identificada no Amazonas.

Próximo de 250 mil mortes, o Brasil vem registrando há mais de 34 dias a média móvel de mortes diárias de vítimas por Covid-19, doença provocada pelo novo vírus, acima de mil. Nesta terça, o país registrar a terceira maior média de mortes em decorrência da doença em toda a pandemia e a segunda maior no ano de 2021.

Foram registradas 1.370 novas mortes causadas pela Covid-19, chegando ao total de 248.646 vítimas desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes provocadas pelo vírus está em 1.095, segundo o consórcio de imprensa, que também contabilizou 63.090 novos casos nas últimas 24 horas.

Em São Paulo, Amazonas, Goiás, Paraíba, Pará, Bahia, Rio Grande do Sul, Roraima, Minas Gerais, Paraná, Sergipe, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Ceará, Alagoas, Pernambuco e Piauí a nova cepa que tem maior poder de transmissão, já está circulando e lotando unidades de saúde.  

Já a variante encontrada no Reino Unido, foi detectada em São Paulo, Bahia, Goiás e Rio de Janeiro, segundo os dados da pasta, que foram coletados até o último sábado (20), partir de informações divulgadas pelas secretarias estaduais da Saúde.

Ao todo, 12 estados apresentam tendência aceleração na média móvel, enquanto outros 10 e o DF estão estabilizados. Outros cinco registram quedas em suas curvas.

Aumento da doença pelo país

O aumento da taxa de internações por Covid-19 colocou várias cidades brasileiras em alerta para um possível colapso nos sistemas de saúde e obrigou prefeitos a tomar medidas mais duras de isolamento social para conter o contágio acelerado, de lockdow total a toque de recolher.

As medidas atingem cidades onde já há superlotação dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e aumento de mortes como  Salvador, Porto Alegre, João Pessoa, Fortaleza, Campinas, Ribeirão Preto e São Bernardo do Campo.

O Piauí também decretou toque de recolher em todo o estado, entre 23h e 5h, como forma de combate à pandemia. A medida começa a vigorar à meia-noite desta quarta-feira (24) e vai até o dia 4 de março.

Segundo o governador Wellington Dias (PT), o estado vive um dos momentos mais críticos da pandemia, com alta ocupação nos leitos clínicos e de UTI.

"Entendo que todas as pessoas já estão há muito tempo neste sacrifício, mas estamos chegando em um patamar muito avançado de adoecimentos”, justificou o governador.

Teresina, capital do Piauí, chegou a 93% dos leitos de UTI ocupados no último fim de semana, segundo a Fundação Municipal de Saúde. Dos 113 leitos, 105 estavam ocupados.

Prefeitos anuncia consórcio para compra de vacinas contra Covid-19

Devido a ineficiência do governo federal na compra de novas vacinas, a Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) anunciou nesta terça-feira (23) que vai liderar a criação de um consórcio público para a compra de vacinas contra Covid-19.

Até o momento, o Ministério da Saúde e o governo federal já adquiriram as vacinas AstraZeneca-Oxford e CoronaVac. Nesta terça, a Anvisa autorizou o registro definitivo da vacina da Pfizer, mas o governo federal ainda não tem um acordo fechado com o laboratório para aquisição de doses.

A primeira dose da vacina já foi aplicada em 6.087.811 pessoas em todo o Brasil. Já a segunda dose foi aplicada em 1.429.618 pessoas.

Acre sofre com enchentes e novo pico de Covid-19

O estado do Acre, no Norte do Brasil, vive um momento dramático com as enchentes que já afetaram mais de 110 mil pessoas e o pico do novo coronavírus.

Em Sena Madureira, que fica a 143 km da capital Rio Branco, é um dos dez municípios mais atingidos pela cheia dos rios

Já capital, a situação não é diferente. Ruas estão com mais de um metro acima da cota de transbordamento dos rios. Cerca de 24 bairros foram inundados. O governo federal reconheceu o estado de calamidade pública em parte do estado.

Além da Covid-19, o estado sofre com um surto de dengue - são mais de 8 mil casos notificados desde janeiro. Nesta terça (23), o Acre registrou recorde de casos de Covid nas últimas 24 horas. Foram mais 621 novos registros, de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde.

Com esse número, o estado atingiu um novo recorde de infectados desde o início da pandemia. O número de pessoas infectadas passou de 54.969 para 55.590 nas últimas 24 horas. O total de mortes agora é de 973, porque o estado confirmou mais cinco óbitos.