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Brasil tem 1.075 mortes em 24 horas, mas segue em tendência de queda na média móvel

Na manhã desta quarta, número de mortos em consequência da Covid-19 chegou a 128.694 e o de infectados pelo novo coronavírus a 4.202.191

Publicado: 10 Setembro, 2020 - 11h31 | Última modificação: 10 Setembro, 2020 - 11h57

Escrito por: Redação CUT

Governo do Estado da Bahia
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Até às 8h da manhã desta quinta-feira (10), o Brasil já havia registrado 128.694 mortes e 4.202.191 casos confirmados do novo coronavírus, segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa que é mais rápido na atualizados dos dados repassados pelas secretarias estaduais de Saúde.

De acordo com os dados do Ministério da Saúde, divulgados no fim da tarde desta quarta-feira (9), o total de vidas perdidas desde o início da pandemia, em março, era de 128.539 e o de pessoas infectadas era de 4.197.889.

Com o fim do feriado prolongado de 7 de Setembro e a volta das equipes normais aos laboratórios, o número de mortes por Covid-19 registradas subiu para 1.075 e o de casos da doença para 35.816 em apenas 24 horas. É a primeira vez na semana que a marca de óbitos fica acima de mil.

O Brasil é o terceiro país do mundo em número de casos, tendo sido superado nesta semana pela Índia que registra 4,4 milhões de casos. Os EUA, que estão há meses em primeiro lugar no ranking da tragédia, têm 6 milhões de pessoas infectadas e quase 191 mil mortas.

Média móvel de mortes e casos no Brasil

A média móvel diária de mortes nesta quarta-feira ficou em 679 óbitos, o que indica uma queda em comparação há 14 dias atrás, porém, uma pequena oscilação em relação ao dia anterior.

Já a média diária de novos casos dos últimos sete dias está em 28.273, uma redução de 24% em relação à média de 14 dias atrás.

Segundo o Ministério da Saúde, o país possui 3.453.336 pacientes recuperados da doença e 616.014 pessoas em acompanhamento. A taxa de letalidade da Covid-19 no Brasil é de 3,1%. O Ministério só não tem dados das sequelas que esses recuperados apresentam, algumas duram meses, mesmo entre os que contraíram a forma menos grave do vírus.

Situação nos Estados

São Paulo é o estado mais atingido pela pandemia do novo coronavírus no país. O estado atingiu as marcas de 866.576 casos e 31.821 mortes nesta quarta-feira (9), segundo os dados divulgados pelo ministério.

A Bahia aparece como o segundo com mais casos da doença, alcançando 275.088 infecções, tendo registrado 5.774 mortes.

Ceará e Pará completam o grupo dos Estados brasileiros com mais de 200 mil casos de Covid-19 confirmados.

Minas Gerais acumulou até agora 238.515 casos e 5.935 mortes, enquanto o Rio de Janeiro, que tem o quarto maior número de casos, com 233.873 infecções, é o segundo Estado em óbitos, com 16.770 mortes.

Especialistas alertam que neste momento de redução de casos e mortes no Brasil, é importante não relaxar nas medidas de proteção, como o uso de máscaras, lavagem constante das mãos e distanciamento social para que essas quedas ocorram com mais velocidade.

Queda, estabilidade e alta

Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Acre, Pará, DF e Roraima aparecem em estabilidade.

Dezessete estados estão com redução na média diária de mortes. São eles: Santa Catarina, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Amazonas, Amapá, Rondônia, Tocantins, Alagoas, Bahia, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

O estado do Ceará é o único no grupo de alta nas mortes no Brasil. Nesta terça, estava em estabilidade.

Suspenção de vacina é elogiado por cientistas e órgãos de saúde

A suspensão dos testes da vacina desenvolvida na Unidade de Oxford depois da reação não esperada em um paciente do Reino Unido, levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a comunidade científica a parabenizaram a AstraZeneca.

Eles reiteraram que essa é uma prática comum e que não significa o fracasso da substância, uma das principais apostas para o combate à Covid-19.

Foi a segunda vez que a AstraZeneca suspendeu os testes da vacina de Oxford em humanos. A primeira foi em julho, quando um participante apresentou sintomas neurológicos. No caso, ele foi diagnosticado com esclerose múltipla, e o comitê de investigação da companhia determinou que não havia relação com a substância.

Até o momento, ainda não se divulgou se a voluntária que sofreu o efeito relatado agora estava no grupo que recebeu a imunização ou no placebo, embora o site de notícias médicas Stat tenha publicado que a companhia já sabe que ela foi, de fato, vacinada com a fórmula experimental.

Mesmo com a paralisação temporária dos testes, o CEO da AstraZeneca, Pascal Soriot, disse quinta-feira (10) que a eficiência da vacina contra o novo coronavírus poderá ser atestada até o fim do ano, caso a farmacêutica britânica possa retomar os testes que foram interrompidos nesta semana.