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Brasil tem queda recorde na média de mortes, mas número de vítimas ainda é alto

Em 24 horas, foram registradas 504 mortes, elevando o total para 127.464 vidas perdidas. Mais de 4 milhões pessoas foram infectadas

Publicado: 09 Setembro, 2020 - 12h14 | Última modificação: 09 Setembro, 2020 - 12h21

Escrito por: Redação CUT

Divulgação
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O Brasil registrou uma queda recorde de 26% na média móvel de mortes diárias por Covid-19 em relação a 14 dias atrás. Nesta terça-feira (8), a média ficou em 691 por dia.

Em 24 horas, foram registradas ontem 504 mortes, elevando o total para 127.464 vidas perdidas. Lembrando que após finais de semana e feriados prolongados os números costumam ser mais baixos porque laboratórios fecham ou trabalham com equipes reduzidas.

Os dados são positivos, mas requerem vigilância, segundo especialistas, porque o número de pessoas infectadas e de óbitos ainda é alto. Os índices são baixos em comparação a meados de maio, quando a pandemia se intensificava no país, segundo cálculos do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

Apesar dos novos registros mostrarem números menores do que a média móvel, especialistas alertam que as aglomerações nas praias brasileiras neste fim de semana prolongado podem mudar o quadro nas atualizações daqui a duas semanas.

De segunda-feira (7) para terça-feira (8), o país registrou 14.279 novos testes positivos, totalizando 4.162.073 pessoas infectadas pelo novo coronavírus desde o início da pandemia, segundo o Ministério da Saúde.

Alta, queda, estabilidade

Em 18 estados e no Distrito Federal houve uma desaceleração na média móvel de mortes pela doença na variação de 14 dias. O estado que aparece com alta no número de mortes é o Amazonas. De acordo com o governo estadual, há uma revisão na contagem de óbitos.

Paraná, Mina Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Acre e Ceará aparecem com estabilidade.

Entre as regiões, o Centro-Oeste teve queda de -27%, Nordeste, de -34%, Sudeste, de -31% e Sul, de -18%. Somente o Norte (+20%) manteve aceleração

Vacina suspensa

Nesta terça-feira (8) o mundo foi surpreendido com a notícia de que a farmacêutica AstraZeneca suspendeu os testes de estágio final da vacina contra a Covid-19 após uma suspeita de "reação adversa séria" em um participante do estudo no Reino Unido.

A vacina, que é desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford, é testada no Brasil e em outros países. Entretanto, a suspenção temporária da vacina é um procedimento padrão nesses estudos, não é considerado um retrocesso. Além disso, não é a primeira vez que isso acontece com esta vacina. Já teve outra interrupção temporária.

A vacina de Oxfold é considerada uma das mais avançadas no mundo, e estava em fase final de estudos clínicos antes de receber autorização dos reguladores para prosseguir com a imunização da população.

OMS diz que vacinação em massa deve ocorrer só em 2022

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta quarta-feira (9) que não espera que vacinas contra a Covid-19, disponível para uma população em massa antes de 2022, embora os grupos de risco podem ser imunizados em 2021.

Muitos pensam que no início do próximo ano haverá uma panaceia que resolverá tudo, mas não será assim. “Há um longo processo de avaliação, licenciamento, fabricação e distribuição”, frisou um especialista durante a sessão de perguntas e respostas na internet.

De acordo com a cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, os grupos prioritários para receber a vacina começam pelos profissionais de saúde, os mais velhos e pessoas com outras doenças, para depois imunizar cada vez mais a população, “um processo que levará alguns anos ".

Estados

São Paulo e Rio de Janeiro são os dois estados que têm mais de 10 mil mortes. O estado paulista lidera o ranking negativo de mortes provocadas pela Covid-19, com 31.430 vidas perdidas pelo novo coronavírus; seguido pelo carioca, com 16.646 vítimas.

Em seguida vem Ceará com 8.567, Pernambuco (7.741), Pará (6.269), Minas Gerais (5.877), Bahia (5.734), Amazonas (3.855), Rio Grande do Sul (3.800), Maranhão (3.508), Paraná (3.537), Espírito Santo (3.529), Goiás (3.450), Mato Grosso (2.893), Distrito Federal (2.700), Paraíba (2.551), Santa Catarina (2.442), Rio Grande do Norte (2.295), Alagoas (1.943), Piauí (1.915), Sergipe (1.909) e Rondônia (1.193).

Abaixo de mil mortes está o Mato Grosso do Sul (987), Tocantins (758), Amapá (675), Acre (630), Roraima (598).