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Atos no Dia de Luto pelo Brasil reúnem milhares de trabalhadores

Atos ocorreram em diversos estados do país. No aniversário da Petrobras, num ato simbólico, secretário- geral da CUT e coordenador da FUP visitam Lula

Publicado: 03 Outubro, 2019 - 18h19 | Última modificação: 03 Outubro, 2019 - 21h04

Escrito por: Redação CUT

Isabela Gomes
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Milhares de trabalhadores e trabalhadoras da Petrobras com apoio de movimentos sociais e da população em geral realizaram atos no “Dia de Luto pelo Brasil”, em defesa da soberania nacional e das demais empresas públicas, neste 3 de outubro. A data tem uma importância histórica por ser o aniversário de 66 anos da Petrobras, a principal estatal do país que está sendo desmontada pelo governo neoliberal de Jair Bolsonaro (PSL).

Como parte do simbolismo da data, já que o desmonte da Petrobras e a entrega do pré-sal estão no centro do golpe de 2016, que retirou a presidenta Dilma Rousseff do poder, e que levou o país à atual situação caótica em que se encontra, o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre e o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel visitaram o ex-presidente Lula, que é mantido como preso político na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, desde o dia 7 de abril de 2018.

 

 

Petroleiros e cutistas em frente da sede da PF em Curitiba

 

"O presidente Lula foi o que mais fortaleceu a Petrobras, que ousou fazer da nossa empresa uma das maiores do mundo. Este é mais um dia de resistência dessa grande luta que estamos travando desde os primeiros ventos do golpe. Temos certeza de que vamos superar esse momento sombrio que o nosso país está vivendo. Vamos recolocar o Brasil no trilho do desenvolvimento, gerando emprego e renda para a população, tendo a Petrobras como indutora", afirmou o coordenador da FUP, no ato da manhã na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), colocada à venda pela atual gestão da Petrobras.  

O ato na Repar com mais de mil pessoas presentes teve a presença também do diretor de Assuntos Jurídicos e Institucionais, Deyvid Bacelar, que lembrou aos trabalhadores que o governo de Bolsonaro é um governo entreguista, que enganou boa parcela dos brasileiros e a classe trabalhadora.

“Infelizmente muitos se deixaram enganar pelo discurso desse senhor, que é uma vergonha para o país quando abre a boca. Esse senhor que se dizia nacionalistas, patriota e defensor do patrimônio público e das riquezas naturais do país enganou a todos. Bolsonaro está entregando o nosso Brasil, as nossas riquezas, não só a Amazônia, mas riquezas estratégias do país, o petróleo do pré-sal e as empresas públicas criadas pelo então governo de Getulio Vargas, em 1953”, disse o dirigente, ao criticar as promessas que Bolsonaro fez durante sua campanha para a Presidência e que não vem cumprindo.

Ainda em Araucária também houve ato em frente Araucária Nitrogenados, a Fábrica de Fertilizantes Fertilizantes Nitrogenados (Fafen/PR). A empresa também foi colocada à venda pela atual direção da Petrobras.

Em Minas Gerais, pela manhã cerca de 1500 pessoas se reuniram em frente à sede à Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim (MG). A unidade foi colocada à venda, no dia 13 de setembro como parte do plano de desinvestimentos da direção da Petrobras que quer repassar cerca de 50% da capacidade nacional de refino a empresas privadas.

Mídia NinjaMídia Ninja

Na manifestação, os trabalhadores denunciaram as consequências da venda da Regap para o povo mineiro. Um dos principais impactos seria a queda na arrecadação de impostos em Minas e no município de Betim. Além disso, a privatização pode provocar corte de empregos e aumento dos preços dos combustíveis.

Também participaram do ato parlamentares estaduais do PT e representantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), do Levante Popular da Juventude, do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Minas (Sintect-MG), do Sindicato dos Metroviários de Belo Horizonte (Sindimetro) e do Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética (Sindieletro-MG), Sindicato dos Metalúrgicos de Belo Horizonte e Contagem e da Escola Sindical 7 de Outubro.

No final da tarde, foi realizado na Praça Afonso Arinos, na região Central de Belo Horizonte, o Ato contra os Cortes, Privatizações das Universidades, Institutos Federais e a Violência na Educação e contra as Privatizações de Estatais e Empresas Públicas. O protesto, que teve concentração no local e marcha até a Praça 7, uniu centrais sindicais, movimentos sindical, sociais, estudantes e parlamentares e fez parte da Greve Geral de 48 Horas em Defesa da Educação e contra os Cortes.

Na Bahia, os petroleiros cortaram um bolo pelo aniversário da Petrobras, apesar do cenário de destruição da empresa. O ato foi em frente à Refinaria Landulfo Alves (Relan) no Recôncavo baiano e contou com quase mil trabalhadores e trabalhadoras tanto da Petrobras como terceirizados, além do apoio do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil, Montagem e Manutenção Industrial de Candeias (SITICCAN) e de movimentos sociais.

Na capital do Rio de Janeiro o ato “Dia do Luto pelo Brasil, Contra as Privatizações, em Defesa da Amazônia, por Empregos, pela Saúde, contra os Cortes da Educação e o Future-se”, teve início à tarde na Candelária, em frente à sede da Eletrobras, no bairro de Botafogo.

Participaram da manifestação, a CUT Rio, seus sindicatos e categorias como  petroleiros, radialistas, trabalhadores da Casa da Moeda, bancários do BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, eletricitários, urbanitários e outros trabalhadores de estatais Depois, eles saíram em caminhada  pela Avenida Rio Branco até a sede da Petrobras, que fica perto dos três bancos públicos [BNDES, BB e Caixa] também alvos de privatização.

Em Fortaleza, Ceará, estudantes, professores, trabalhadores em educação e servidores de estatais participaram de dois atos realizados na manhã desta quinta-feira (3/10). Entre as pautas das atividades convocadas pela CUT Ceará, frentes Brasil Popular, Povo Sem Medo, Comitê em Defesa da Autonomia Universitária e  Sindiute estavam à defesa da educação pública, da soberania nacional, da autonomia universitária e da liberdade de cátedra. As mobilizações também marcaram a luta em defesa das estatais incluídas no pacote de privatizações do Governo Federal, anunciado em agosto.

Tarcísio AquinoTarcísio Aquino

Na Câmara Municipal de Fortaleza, mais de 300 professores e pais de alunos participaram de um protesto contra o projeto “escola sem partido”, a militarização das escolas e o ataque à liberdade de cátedra.

Já no Benfica, corredor cultural e universitário de Fortaleza, os manifestantes se concentraram no cruzamento das Avenidas 13 de Maio com a Universidade, ao lado da Reitoria da Universidade Federal do Ceará (UFC), antes de seguirem em caminhada pelas ruas do bairro em direção a Praça da Justiça Federal (Praça General Murilo Borges), no Centro.

Isabela GomesIsabela GomesCariri (CE)

Também pela manhã, trabalhadores, servidores públicos, estudantes e professores se reuniram em frente à Crede 19, em Juazeiro do Norte, na Região do Cariri, para defender a Petrobras e repudiar os ataques a autonomia universitária.

Em São Paulo, o Dia de Luto pelo Brasil reuniu centenas de estudantes e trabalhadores no período da tarde no vão Livre do MASP, na Avenida Paulista.

 

Roberto ParizottiRoberto Parizotti

 

 

Rafael SilvaRafael Silva

No Amazonas, na capital Manaus, o ato no “Dia de Luto pelo Brasil”, foi em frente à Refinaria Isaac Sabbá (Reman). Participaram da manifestação cerca de 400 pessoas.

 

 

Mato Grosso do Sul tem ato pela educação 

No ato “Basta Azambuja”, em referência ao governador do Mato Grosso do Sul,  Reinaldo Azambuja (PSDB),  mais de três mil pessoas entre profissionais da educação pública do estado , pais de alunos e estudantes, realizaram uma grande manifestação pela manhã, em frente da Governadoria e da Secretaria de Estado de Educação, no Parque dos Poderes, em Campo Grande.

Sérgio Souza JúniorSérgio Souza Júnior

Neste segundo dia de paralisação estadual da categoria, a Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems) liderou o protesto junto com o Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP). Os manifestantes reivindicam a realização de concurso público para educadores, professores e professoras,  administrativos, além de isonomia salarial entre concursados e contratados, reajuste salarial e eleições diretas para diretores.