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Walmart é multado por atrasar processo alegando não conseguir usar o Zoom

Empresa alegou que não tinha a tecnologia necessária para acessar uma audiência telepresencial, mas a justiça contestou

Publicado: 22 Julho, 2021 - 15h13

Escrito por: Redação CUT

Reprodução
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A antiga rede de supermercados Walmart, hoje chamada de Grupo Big, foi condenada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) por ter atrasado em um ano o julgamento de uma ação movida por uma ex-trabalhadora.

A 13ª Vara do Trabalho de Brasília entendeu que houve má-fé por parte da empresa que afirmou não poder participar de audiência telepresencial por meio do Zoom, em julho de 2020, por não ter a tecnologia necessária, segundo o jornal Folha de S Paulo.

Além das despesas com advogados, o Walmart deve pagar multa de quase R$ 7.000 para a ex-funcionária. Não cabe recurso.

Entenda o caso

No processo da ex-trabalhadora, a empresa pediu ampla defesa e contraditório para “produção de prova oral, além em audiência de instrução presencial daquelas já produzidas nos autos, como a documental” para comprovaros exageros supostamente narrados nos autos e também pediu uma audiência presencial para levar testemunhas.

Os pedidos foram atendidos pela Justiça, mas no julgamento, marcado para junho deste ano, a empresa não levou as novas evidências prometidas, além de ter desistido dos depoimentos.
 

O juiz Marcos Ulhoa Dani disse que as justificativas eram movimentos para protelar o fim do caso “sem qualquer motivo real, verdadeiro e concreto”.

De acordo com o juiz, o Walmart tinha condições de comparecer à audiência virtual, porque já havia participado de outras no mesmo formato.