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Vacina da Pfizer protege pessoas da nova variante do novo coronavírus, indica estudo

O estudo foi realizado com sangue colhido de pessoas que receberam a vacina das farmacêuticas norte-americana Pfizer e alemã BioNTech

Publicado: 08 Janeiro, 2021 - 13h16

Escrito por: Redação CUT

Reprodução
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Uma das mais promissoras vacinas contra a Covid-19, desenvolvida pelas farmacêuticas norte-americana Pfizer e alemã BioNTech , mostrou eficácia na prevenção às mutações do novo coronavírus altamente transmissível, descoberto no Reino Unido e na África do Sul, que também já chegou ao Brasil. Segundo autoridades de saúde de São Paulo, uma homem e uma mulher foram detectados com a mutação do vírus.

De acordo com um estudo clínico conduzido pela Pfizer e pela University of Texas Medical Branch, as mutações são apontadas como responsáveis pelo aumento da transmissão da doença e acendem o alerta sobre o risco de tornar vacinas inúteis.

Embora a Pfizer diga que sua vacina também imunize quem foi infectado com a nova mutação do coronavírus, o estudo ainda não foi analisado por outros cientistas.

Para chegar à conclusão da proteção da vacina, os cientistas colheram sangue das pessoas que receberam a vacina. No entanto, as  conclusões são limitadas porque não analisam o conjunto completo de mutações encontradas em qualquer uma das novas variantes do vírus que se espalham rapidamente.

Para Phil Dormitzer, um dos principais cientistas de vacinas virais da Pfizer, a mutação poderia ser responsável por uma maior transmissibilidade. Segundo ele, é encorajador que a vacina pareça eficaz contra a nova mutação, bem como 15 outras mutações que a empresa já testou anteriormente.

"Então, agora testamos 16 mutações diferentes e nenhuma delas teve realmente um impacto significativo. Essa é a boa notícia. Isso não significa que a 17ª não terá", diz.

A comunidade científica ainda está reticente sobre a eficácia das vacinas em desenvolvimento contra as novas variantes do coronavírus, especialmente a sul-africana.

O professor de microbiologia celular da University of Reading Simon Clarke afirmou nesta semana que, embora as duas variantes tenham algumas características em comum, a encontrada na África do Sul "tem um número adicional de mutações", que incluem alterações mais extensas na proteína spike.

As vacinas da Pfizer/BioNTech e da Moderna usam tecnologia de RNA mensageiro e podem ser rapidamente ajustadas para lidar com as novas mutações do coronavírus. Os cientistas garantem que o processo pode ser realizado em seis semanas.