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TVT exibe entrevista exclusiva de Lula à Agência Pública. Assista aqui

Ex-presidente fala de Bolsonaro, Amazônia e Rede Globo. Sobre a participação do PT nas eleições 2020 ele compara: "como é que você vai ganhar o carnaval sem se apresentar?"

Publicado: 05 Novembro, 2019 - 09h51 | Última modificação: 05 Novembro, 2019 - 09h55

Escrito por: Redação RBA

RICARDO STUCKERT
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 A TVT transmitirá, nesta segunda-feira (4),, a partir das 20h55, a entrevista exclusiva concedida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Agência Pública, em que se destacam novas críticas ao presidente Bolsonaro e à Rede Globo e suas projeções para as eleições municipais de 2020. Aos jornalistas Marina Amaral e Thiago Domenici, Lula defende novas estratégias para o PT na próxima corrida eleitoral. Ele descarta a hipótese de o partido não lançar candidatos às prefeituras e reafirma que a legenda é “a mais importante da América Latina”. “Como é que você vai ganhar o carnaval se você não se apresenta? Como sua porta-estandarte e o mestre sala vão ganhar algum prêmio, vão ter nota do juiz, se não se apresentam?”, questiona.

Lula fala também sobre o comportamento da imprensa comercial e as relações das empresas de comunicação com o cenário político brasileiro. Ele faz duras críticas ao setor, em especial à Rede Globo. “Tem mais de 200 horas do Jornal Nacional contra o Lula e nem um minuto favorável. Isso agora, depois que eu deixei a Presidência, porque passei a incomodá-los mais do que quando eu era presidente”, diz.

O ex-presidente comenta ainda a denúncia feita semana passada pelo Jornal Nacional, de que teria partido da casa de Bolsonaro a autorização para a entrada no condomínio de Ronie Lessa, para que este fosse à casa do ex-policial militar Élcio de Queiroz, vizinho do presidente num condomínio de luxo do Rio de Janeiro. Ambos são os principais suspeitos do assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol-RJ) e de seu motorista, Anderson Gomes, em março do ano passado.

“Eu vi a matéria da Globo contra o Bolsonaro. A Globo fez uma reportagem e, nessa reportagem, mostra o que aconteceu e diz que Bolsonaro não estava em casa, porque ele havia votado em Brasília. Queria que a Globo fosse honesta comigo como ela foi com Bolsonaro. Não sou contra que a imprensa fale mal de mim o quanto quiser, se tiver verdade. Eu não consigo entender qual é o ódio. A única explicação que tenho é a ascensão social do povo brasileiro. Ou que, quando entrei na presidência, tinha 348 meios de comunicação que recebiam dinheiro da Secom, nós passamos para quase 4 mil. E foi pouco, porque precisaria fazer mais”, completou o ex-presidente.