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Transferência de Lula é novo ato de perseguição, diz PT

Partido alega que “Lula sequer deveria estar preso em lugar nenhum porque é inocente e foi condenado numa farsa judicial”. Presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto afirma que se trata de humilhação

Publicado: 07 Agosto, 2019 - 12h27 | Última modificação: 07 Agosto, 2019 - 15h27

Escrito por: Redação CUT

Reprodução
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O PT viu com indignação a determinação da juíza de Execuções Penais Carolina Lebbos de transferir o ex-presidente Lula para São Paulo, na manhã desta quarta-feira (7). Em nota, a cúpula do partido avaliou que o pedido feito pela defesa foi deferido sem respeitar os argumentos de que a Polícia Federal aguardasse o julgamento do mérito do habeas corpus que pede a suspeição de Sérgio Moro e a liberdade de Lula, que ainda vai ser julgado pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

A decisão, diz a nota, se caracteriza em mais “uma ilegalidade e um gesto de perseguição a Lula”, por negar ao ex-presidente as prerrogativas de ex-chefe de Estado e ex-Comandante Supremo das Forças Armadas.

Em entrevista à colunista Mônica Bérgamo, da Folha de SP, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, disse ainda que a decisão se caracteriza como “humilhação” e há grande preocupação, já que o despacho da juíza federal não determina a que local ele seja transferido.

"Não aceitamos que ele seja tratado como um preso comum. Queremos que ele mantenha todos os direitos que tem como ex-presidente [de ficar preso em uma sala de estado-maior ou em condições especiais, como determinou o então juiz Sergio Moro]. Lula já cumpre uma pena injusta. Ele é inocente. Não queremos que seja ainda mais humilhado", disse Okamotto.

Leia a íntegra da nota do PT:

1) A decisão de transferir o presidente Lula de Curitiba para São Paulo é de exclusiva responsabilidade da Superintendência da Polícia Federal do Paraná, que solicitou a medida, e da juíza de Execuções Penais Carolina Lebbos, que deferiu o pedido sem considerar os argumentos da defesa do ex-presidente.

2) Lula não deveria estar preso em lugar nenhum porque é inocente e foi condenado numa farsa judicial. Não deveria sequer ter sido julgado em Curitiba, pois o próprio ex-juiz Sergio Moro admitiu que seu processo não envolvia desvios da Petrobrás investigados na Lava Jato.

3) A decisão da juíza Carolina Lebbos caracteriza mais uma ilegalidade e um gesto de perseguição a Lula, ao negar-lhe arbitrariamente as prerrogativas de ex-presidente da República e ex-Comandante Supremo das Forças Armadas.

4) O Partido dos Trabalhadores exige que os direitos de Lula e sua segurança pessoal sejam garantidos pelo estado brasileiro, até que os tribunais reconheçam a sua inocência, a parcialidade da sentença de Moro e a ilegalidade da prisão, onde quer que seja cumprida.

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