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Transações em dinheiro vivo de ex-assessor complicam ainda mais Flávio Bolsonaro

Patrimônio do PM reformado aumentou mais de 10 vezes entre 2015 e 2016, período em que foi assessor do filho mais velho do presidente. Mais da metade do patrimônio é dinheiro vivo

Publicado: 05 Junho, 2019 - 12h57

Escrito por: Redação CUT

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Um dos ex-assessores do senador Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ), o policial militar reformado Wellington Sérvulo Romano da Silva, aumentou o patrimônio mais de dez vezes - R$ 9.273,37 para R$ 103.291,47 - entre 2015 e 2016, período em que assessorou o então deputado.

A informação é do Jornal Folha de São Paulo, que teve acesso às declarações de Imposto de Renda de Wellington, que teve os sigilos fiscal e bancário quebrados por determinação judicial.

Wellington, Fabrício Queiroz, também PM aposentado que foi segurança e motorista de Flávio, o próprio senador mais 95 pessoas são investigados pelo Ministério Público do Rio. Flávio é acusado de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A suspeita do MP é de que Flávio e Queiroz montaram um esquema conhecido como “rachadinha”, por meio do qual contratam servidores que devolvem parte ou todo o salário para o parlamentar.

Wellington, segundo os documentos da Receita Federal revelados pela Folha, declarou possuir R$ 55 mil em espécie, ou seja, mais da metade do patrimônio informado em 2015 à Receita.

A suspeita é de que ele tenha sido funcionário fantasma de Flávio, já que durante a maior parte do período em que foi assessor esteve fora do país. Ele ficou no exterior durante 226 dias. O PM reformado já era alvo do Ministério Público desde que o Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf) encaminhou relatório apontando  movimentação atípica de R$ 1,2 milhão nas contas de Fabrício Queiroz entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017.

No documento, o Wellington aparece como responsável por uma transferência de R$ 1.500. Na época, ele foi notificado para depor no Ministério Público, mas não se apresentou na data marcada.

Imóveis

A investigação contra Flavio Bolsonaro já envolve 37 imóveis no Rio de Janeiro. São 14 apartamentos e 23 salas comerciais em bairros nobres da capital fluminense, que estariam ligados ao senador e a outros membros da família do presidente Jair Bolsonaro (PSL).