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“Trabalhadores, lutar sempre e desistir jamais”, diz Lula no 1º de Maio Unificado

Ex-presidente levou esperança aos brasileiros neste 1º de Maio marcado por desemprego, pandemia e a volta da fome. Ato pela primeira vez contou com três ex-presidentes. Além de Lula, falaram Dilma e FHC

Publicado: 01 Maio, 2021 - 18h59 | Última modificação: 02 Maio, 2021 - 03h12

Escrito por: Rosely Rocha e Marize Muniz

Alex Capuano
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A fala do ex-presidente Lula no encerramento do ato em comemoração ao 1º de Maio Unificado da CUT e demais centrais - Força Sindical, UGT, CTB, NCST, CSB, Intersindical, Pública e CGTB – foi de  esperança ao povo brasileiro, apesar da tragédia econômica, social e sanitária. “Trabalhadores, lutar sempre e desistir jamais”, disse Lula.

O ato virtual do 1º de Maio reuniu, pela primeira vez, também os ex-presidentes da República, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). A primeira presidenta do país lembrou a tragédia por que passa o país e as vítimas do coronavírus. Todos falaram na reconstrução do Brasil e defenderam a geração de emprego e vacina para todos e todas.

Lula: Vamos reconstruir esse país juntos, de novo

Em seu discurso, o ex-presidente Lula reafirmou que a sua confiança no povo brasileiro é bem maior do que a “dessa gente”, se referindo ao atual governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL), “que está destruindo o nosso país, mas o Brasil vai dar a volta por cima”, ressaltou Lula.

“Não podemos perder a esperança por que a primeira coisa que nossos inimigos tentam matar é nossa esperança, e um povo sem esperança está condenado a aceitar migalhas, a ser tratado como gado a caminho do matadouro, como se não houvesse outro jeito”, afirmou.

"Nós já provamos que existe outro jeito de governar, que é possível garantir a cada trabalhador e a cada trabalhadora um salário digno, a segurança da carteira assinada, do 13º e as férias remuneradas, para descansar, ou viajar com a família. É preciso acreditar que o Brasil pode voltar a ser um país de todos", disse o ex-presidente. 

Nós já construímos juntos esse Brasil e podemos construir de novo.
- Lula

Antes, da mensagem de esperança, Lula citou todos os números da tragédia brasileira, falando do total de desempregados (14,4 milhões de trabalhadores) e desalentados (6 milhões), além dos motoristas de aplicativos que, ressaltou o ex-presidente,  não têm direito a nada. Lula também falou sobre a tragédia provocada pela pandemia do novo coronavírus, lembrando que a doença não foi levada a sério por  Bolsonaro, sem citar o nome do atual presidente.

“O Brasil, o povo, as trabalhadoras e os trabalhadores, as crianças e os jovens aposentados não deveriam estar por passando tanto sofrimento, indignados diante de tanta injustiça”, disse o ex-presidente.

Confira a íntegra do discurso de Lula neste 1º de Maio

Dilma: este 1º de Maio é de luta pela reconstrução do Brasil

A ex-presidenta Dilma citou os mortos pela Covid-19, as 400 mil vidas perdidas, a crise econômica sem precedentes com quase 15 milhões de brasileiros desempregados, 32 milhões de subempregados, disse que quatro a cada dez trabalhadores exercem atividades precárias, entre as mazelas da classe trabalhadora neste 1º de Maio, e lembrou como era diferente nos governos progressistas.

“Vivemos uma catástrofe sanitária social e o país está submetido a comportamento genocida de um governo que despreza a vida; que revogou direitos dos trabalhadores alcançados ao longo de 13 anos de governos progressistas”, disse Dilma.

“Sob este governo neoliberal fascista, fábricas estão fechando e deixando milhares de operários desamparados, pequenos negócios entram em  falência sem nenhum apoio“, completou a ex-presidenta, que lembrou ainda da população vulnerável, sem auxílio emergencial de R$ 600, os mais de 100 milhões de brasileiros vivendo com menos de R$ 413 reais por mês, antes mesmo da pandemia, e as infames condições de trabalho precário; o trabalho intermitente legalizado  pela reforma trabalhista, responsáveis por produzir níveis devastadores de fome, miséria e morte.

Mas Dilma também não perdeu a esperança. Segundo ela, este 1º de Maio, é de luta pela reconstrução do Brasil. “A reconstrução tem de começar pela garantia de vacina pública e gratuita para todos, uma renda emergencial digna de no mínimo R$ 600, a extinção da emenda teto de gastos e a defesa intransigente da soberania nacional. Devemos enfrentar esse governo neofascista, sua política neoliberal genocida, ao custo do sofrimento da população”, afirmou Dilma.

“Apesar de toda esta tragédia”, continuou, “este mês de maio também se manifesta a força da esperança. O reconhecimento da inocência de Lula é uma vitória da Justiça e da democracia e abre uma forte perspectiva para a luta e a harmonização do povo brasileiro”, disse Dilma.

Está assim aberto o caminho para a reconstrução do Brasil. Sem dúvida, vamos continuar lutando pela democracia e pela vida. Por um 1º de Maio pela vida, por democracia, emprego, vacina para todos e fora Bolsonaro.
- Dilma Rousseff

FHC deseja uma vida melhor à classe trabalhadora

Fernando Henrique Cardoso (PSBD), em seu depoimento, saudou as várias organizações sindicais que juntas organizam o evento, porque segundo ele, é fundamental pensar nos trabalhadores, porque há muito desemprego no Brasil.

“Eu diria que a questão fundamental nesse país hoje é reativar a economia de modo tal que ela possa permitir que tenhamos trabalho e renda para as nossas famílias, e educação, que também é fundamental”, disse FHC.

“Neste dia tão especial eu desejo a todos as organizações que patrocinam este 1º de Maio que nós tenhamos um futuro, com mais trabalho, mais possibilidades de viver melhor, não só individualmente, mas familiarmente. Muito obrigado e boa sorte a todos”, completou FHC  em sua breve mensagem aos trabalhadores.

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