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Trabalhadores de 95% das escolas estaduais no MS aderiram à greve nesta quarta

Mobilizações continuam nesta quinta (3), mas sindicalistas dizem que estarão mobilizados até que o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) receba a categoria 

Publicado: 02 Outubro, 2019 - 18h02 | Última modificação: 02 Outubro, 2019 - 22h29

Escrito por: Érica Aragão com apoio da assessoria da Fetems

Fetems
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Contra o desmonte que vem sendo feito na educação no Mato Grosso do Sul pelo governo de Reinaldo Azambuja (PSDB), os trabalhadores e as trabalhadoras da educação de 95% das escolas estaduais de todos os municípios aderiram à greve geral da rede estadual e foram às ruas nesta quarta-feira (2) gritar #BastaAzambuja.

A categoria reivindica realização de concurso público, isonomia salarial entre convocados e efetivos, eleições diretas para diretores escolares, chamada de concurso dos administrativos e professores, política salarial para os administrativos e é contra a militarização das escolas públicas.

“Há uma discriminação entre os professores e professoras contratados e os concursados. Eles [os contratados] tiveram redução de 32% nos salários, o que cria uma animosidade desnecessária na categoria e precariza o ensino. Há, também, a questão salarial de administrativos, que além de sobrecarregados, também são sub-remunerados, porque há mais de quatro anos estão sem reajuste salarial. A educação aqui no MS enfrenta uma situação absurda”, disse o presidente da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), Professor Jaime Teixeira. 

Organizada pela Fetems e os 74 sindicatos filiados, a paralisação “foi uma lição de educação e um grande basta ao governo de Azambuja”, afirmou a vice-presidenta da Fetems e secretária-adjunta de Formação da CUT nacional, Sueli Veiga.

“Quase 100% das escolas ficaram fechadas e a categoria foi para as ruas fazer panfletagens, passeatas, caminhadas, aulas públicas, audiências e seminários contra o reajuste zero para os administrativos, o corte nos salários dos professores convocados e o fim da eleição para diretores das escolas”, disse a dirigente.

Segundo Sueli, as pautas contra as políticas do governo federal também estiveram presentes nas mobilizações dos trabalhadores e das trabalhadoras da educação do estado.

“Nós também dialogamos com a sociedade e com as comunidades escolares sobre os prejuízos da reforma da Previdência e os ataques de Bolsonaro contra a educação. Reverter uma parte dos cortes dos recursos não resolve é preciso mais investimentos públicos e valorização total dos trabalhadores e das trabalhadoras”, destacou a secretária-adjunta de Formação da CUT.

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Panfletagem na comunidade

Sueli disse ainda que a categoria exige respeito do governador, para a categoria, alunos e alunas e para a educação no estado “especialmente nesse mês de outubro em que se comemora o dia dos professores e o dia dos servidores administrativos”.

Ainda nesta quarta, a programação prevê concentrações da categoria nas principais saídas da cidade, como na rotatória da Coca Cola (Avenida Gury Marques), em frente ao mercado Smaniotto (Cônsul Assaf Trad), na saída para Sidrolândia (Trevo Imbirussu) e também na Praça Ary Coelho.

Na quinta-feira, a partir das 9 horas, caravanas dos 74 sindicatos filiados a Fetems de todo o Estado farão uma passeata em Campo Grande.

“Queremos abrir o diálogo com Reinaldo Azambuja e até que ele nos atenda continuaremos mobilizados”, finalizou Sueli Veiga.