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Trabalhadores da Celesc param nesta terça-feira contra intransigência da direção

Diretoria da empresa propôs a retirada de direitos e está atacando o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos trabalhadores, denuncia Intersindical dos Eletricitários de Santa Catarina

Publicado: 16 Setembro, 2019 - 15h49 | Última modificação: 16 Setembro, 2019 - 15h55

Escrito por: Redação CUT

Reprodução
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Os trabalhadores e trabalhadoras da Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A.), a maior empresa de comercialização e distribuição de eletricidade do estado, vão paralisar as atividades nesta terça-feira (17) para protestar contra a intransigência da diretoria da empresa nas negociações salariais.

A informação é da Intersindical dos Eletricitários de Santa Catarina (Intercel) que divulgou uma nota à população catarinense nesta segunda-feira (16) explicando os motivos da greve e alertando que a diretoria da Celesc está colocando em risco o bom serviço prestado à população.

De acordo com a nota, a diretoria da empresa propôs a retirada de direitos e está atacando o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos trabalhadores e isso prejudica o serviço de qualidade prestado à população catarinense.

 “As entidades sindicais têm, ao longo dos anos, contribuído com a gestão da empresa, primando pelo papel social da maior estatal catarinense e pela valorização dos trabalhadores. O trabalho em conjunto entre sindicato e trabalhadores levou os próprios consumidores a elegerem a Celesc sucessivas vezes como uma das melhores distribuidoras de energia do Brasil e da América Latina”, afirmam os sindicalistas em trecho da nota.

A nota da direção da Intercel critica, ainda, a nova diretoria da empresa por não valorizar os trabalhadores, nem priorizar a qualidade do serviço e focar sua gestão apenas no lucro. E faz outro alerta quanto aos riscos que a privatização representa para os trabalhadores e para a população que pode perder um patrimônio que é publico.  

“Somente com trabalhadores valorizados a Celesc poderá continuar pública, atendendo o Estado e gerando desenvolvimento social e econômico par aos catarinenses”.

Leia a íntegra da nota aos catarinenses:

A Intersindical dos Eletricitários de Santa Catarina (Intercel) comunica à população catarinense que diante da intransigência e de ataques da diretoria da Celesc contra os direitos dos trabalhadores, a categoria paralisará as atividades nesta terça-feira, dia 17.

Propondo a retirada de direitos e o ataque ao Acordo Coletivo de Trabalho dos empregados, a diretoria da Celesc põe em risco o bom serviço prestado à população catarinense. As entidades sindicais têm, ao longo dos anos, contribuído com a gestão da empresa, primando pelo papel social da maior estatal catarinense e pela valorização dos trabalhadores. O trabalho em conjunto entre sindicato e trabalhadores levou os próprios consumidores a elegerem a Celesc sucessivas vezes como uma das melhores distribuidoras de energia do Brasil e da América Latina.

Nesta terça-feira, a categoria para em protesto à visão desta diretoria, que privilegia o lucro acima de tudo, que privilegia o retorno rápido em detrimento de condições dignas de trabalho, remuneração e vida e que refletem no atendimento de qualidade ao povo catarinense. Ao atentar contra direitos dos trabalhadores, a empresa caminha para uma visão privatista que trará péssimas consequências à população. No setor elétrico, a privatização é sinônimo de tarifas mais altas e serviços precarizados para o povo. Para os trabalhadores resta a lógica de exploração e morte por atentados contra a saúde e segurança.

A postura da administração da empresa de total desrespeito com a história dos trabalhadores e com suas representações não deixa alternativa senão a mobilização. É preciso que o Governo do Estado intervenha junto à diretoria, tomando a responsabilidade de conduzir o processo negocial com o respeito e seriedade que até o momento a diretoria não demonstrou.

Os trabalhadores permanecerão em alerta, mobilizados para defender o patrimônio público catarinense. Compreendemos os transtornos que o movimento pode causar, mas pedimos aos catarinenses apoio nesta luta. Somente com trabalhadores valorizados que a Celesc pode continuar pública, atendendo nosso Estado e gerando desenvolvimento social e econômico para os catarinenses.

Mario Valeriano Dias

Coordenação da Intercel