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Trabalhador dos Correios cobra explicações sobre fechamento de unidades

O presidente da estatal, Carlos Fortner, afirmou que não está descartado o fechamento de mais de 500 unidades da ECT, com possível demissão de 5 mil funcionários

Publicado: 09 Maio, 2018 - 09h33 | Última modificação: 09 Maio, 2018 - 09h35

Escrito por: Redação RBA

ARQUIVO/EBC
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A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) está mobilizada contra cortes no orçamento e fechamento de agências dos Correios. Hoje (8), a entidade informou ter solicitado reunião com a presidência da estatal para discutir afirmações do presidente interino, Carlos Fortner, sobre o encerramento de atividades em unidades da empresa, além de demissões em massa de servidores.

As informações foram vazadas para o jornal O Estado de S. Paulo, que divulgou o número de 513 agências. Em entrevista à revista Veja, Fortner disse que o número não está fechado, mas reafirmou o fechamento de unidades e demissões de até 5 mil funcionários – a ECT fechou 2016 com 115.469 empregados. “Novamente, a mídia divulgou o que a direção dos Correios não tem coragem de debater com os próprios trabalhadores e com a sociedade. Em um ato discricionário, o novo presidente da estatal – aliado de Guilherme Campos (ex-presidente) e amigo de partido, o PSD – confirmou a possibilidade de fechar 500 agências.”

“Ele normaliza a situação e ainda destaca que a medida, totalmente cruel com a sociedade e empregados, visa a modernizar e atualizar os Correios. Para a Fentect e os sindicatos filiados, essa é mais uma proposta de desmantelamento dos Correios como empresa pública”, continua a federação. Para os trabalhadores, sucessivas manobras de desmonte na empresa têm como objetivo o sucateamento para posterior privatização.

A categoria argumenta que “o sucateamento é proposital e tem feito decair a qualidade dos serviços, gerando insatisfação dos clientes, agregada à violência contra os trabalhadores que estão sendo acusados e ridicularizados, tanto nas redes sociais, quanto nas ruas. O que a direção dos Correios quer é substituir as agências próprias por franqueadas, o que impacta negativamente na população”.

A Fentect ainda afirma que os mais prejudicados com as ações da direção da empresa serão os mais pobres. “Muitas populações serão prejudicadas, principalmente nas periferias, já que as empresas privadas que assumirem o papel dos Correios não terão como foco áreas menos favorecidas do país. Além disso, os preços tendem a subir ainda mais com a privatização, tornando o acesso dificultado e a escolha ainda mais limitada aos interesses dos empresários.”

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