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Terceirizadas da Revap deixam trabalhadores sem direitos em plena pandemia

Categoria protesta contra a recusa das empresas em negociar novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e promete novas mobilizações

Publicado: 28 Agosto, 2020 - 10h28 | Última modificação: 28 Agosto, 2020 - 10h36

Escrito por: Redação CUT

Reprodução
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Os trabalhadores terceirizados da Refinaria Henrique Lage (Revap), de São José dos Campos, paralisaram as atividades nesta quinta-feira ( 27), em protesto contra a recusa das empresas em negociar novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Em assembleia, os trabalhadores aprovaram uma pauta de reivindicações que será levada aos representantes patronais. “Novos protestos não estão descartados, caso as empresas permaneçam irredutíveis frente a renovação do Acordo Coletivo”, disse dirigente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil, Mobiliário e Montagem Industrial de São José dos Campos e Litoral Norte (Sintricom), que representa a categoria.

Embora pacífica, dezenas de policiais militares foram destacados para acompanhar a manifestação. Segundo as lideranças, a PM agiu na tentativa de intimidar sindicalistas e desmobilizar os trabalhadores.

A direção do Sintricom denunciou também irregularidades cometidas em demissões feitas durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). “Desde o começo da pandemia já foram demitidos mais de 150 trabalhadores na Revap. Esses trabalhadores ficam de 5 a 10 dias em casa sem assinar o aviso prévio, com a intenção de que isso seja caracterizado como abandono de emprego contra as determinações legais (Decreto Federal 10.282 e Decreto Estadual 64.881), que estabeleceram a quarentena no estado de São Paulo”, disseram os sindicalistas.

A direção da entidade ressaltou que “ao contrário do comércio e de outras atividades, as atividades e serviços na construção civil e na indústria petroquímica foram considerados essenciais na economia e precisam continuar funcionando, o que impede essa demissão em massa ilegal”.

“Alguns desses trabalhadores que foram e estão sendo demitidos, receberam as verbas rescisórias somente após 90 dias ou ficaram sem previsão de recebimento. Os trabalhadores estão sendo demitidos e impedidos de darem baixa dentro da unidade da Petrobras e ainda sendo obrigados a pagar pelas ferramentas que estavam usando (...)”, informou o Sintricom em nota  divulgada no site da entidade. Confira a publicação na íntegra AQUI.

O presidente da Confederação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores nas Indústrias da Construção e Madeira (Conticom-CUT), Cláudio Gomes, afirmou durante o protesto que “os trabalhadores não podem confiar no discurso das empresas de que os direitos serão mantidos mesmo sem acordo. Se não estiver escrito, a qualquer momento elas podem suspender benefícios”, alertou o sindicalista.

A manifestação contou com o apoio da Federação Solidária dos Trabalhadores da Indústria da Construção, do Mobiliário e da Madeira da CUT de São Paulo, a FSCM.