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STF julga a criminalização da homofobia nesta quarta-feira (13)

Como Congresso está demorando muito para aprovar a matéria, STF pode definir regras temporárias até que deputados e senadores acordem para a tragédia diária nas ruas do país. Bancada evangélica se mobiliza

Publicado: 13 Fevereiro, 2019 - 09h40 | Última modificação: 13 Fevereiro, 2019 - 10h13

Escrito por: Redação CUT

GIULIANO GOMES/PR PRESS/FOLHAPRESS
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O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar nesta quarta-feira (13) uma ação protocolada pelo PPS para criminalizar a homofobia - preconceito contra o público LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais). O processo tramita na Corte desde 2013 e será relatado pelo ministro Celso de Mello.

Cabe ao Poder Legislativo, responsável pela criação das leis, a tipificação de crimes, mas como o Congresso Nacional está demorando a aprovar a matéria, o STF pode definir regras temporárias para punir agressores do público LGBT.

O crime de homofobia não está tipificado na legislação penal brasileira. Nos casos envolvendo agressões contra homossexuais, a conduta é tratada como lesão corporal, tentativa de homicídio ou ofensa moral.

No entendimento do partido, a minoria LGBT deve ser incluída no conceito de "raça social" e os agressores punidos na forma do crime de racismo.

"O heterossexismo social constitui uma ideologia racista e, portanto, a homofobia e a transfobia constituem-se ideologias/condutas tipicamente racistas por serem decorrências do racismo heterossexista", argumenta o partido.

Levantamento recente, divulgado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), mostrou que em 2017 foi registrado o maior número de mortes relacionadas à homofobia desde que o monitoramento anual começou a ser feito pela entidade, há 38 anos. Naquele ano, 445 lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTs) foram mortos por homofobia.

Os dados de 2017 representam um aumento de 30% em relação a 2016, quando foram registrados 343 casos. Em 2015 foram 319 LGBTs assassinados, contra 320 em 2014 e 314 em 2013. O saldo de crimes violentos contra essa população em 2017 é três vezes maior do que o observado há 10 anos, quando foram identificados 142 casos.