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SINPAF de Brasília denuncia a criação de cargos comissionados na Codevasf

Esses cargos, segundo a Seção Sindical Codevasf SedeSINPAF em Brasília, devem ser ocupado por  parentes de políticos e seus apadrinhados

Publicado: 03 Julho, 2020 - 14h30

Escrito por: Redação CUT

Reprodução
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A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) alterou seu regimento interno para ampliar a quantidade de cargos comissionados em 55%, o que favorece a contratação por indicações políticas na empresa e privilegia, cada vez mais, parentes e amigos dos parlamentares.

A denúncia é da Seção Sindical Codevasf Sede, do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (SINPAF), de Brasília.

De acordo com os sindicalistas, a diretoria executiva da Codevasf aproveitou a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), que já matou mais de 61 mil brasileiros, para aprovar a Resolução nº 400, de 14/05/2020, dando início à criação de 29 cargos, sendo 21 comissionados e oito de carreira. A resolução foi aprovada pelo Conselho de Administração da Empresa (Consad), em reunião no dia 25 de maio, e está sendo encaminhada para Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest) para o veredito final e publicação de portaria.

Atualmente, segundo o SINPAF, existem 38 cargos comissionadas na empresa e não há necessidade de se criar mais 21 cargos, sendo que 12 desses serão disponibilizados para apenas duas superintendências que estão sendo criadas nos estados de Goiás e Tocantins.

“Por onde andam os princípios da moralidade e impessoalidade na Codevasf?", questiona José Roberto Rodrigues, presidente da Seção Sindical Codevasf em Brasília.

A Seção relata ainda a incoerência da estatal de criar tantos cargos comissionados, já que a Companhia tem previsão de realizar concurso público neste ano. “Estamos com nosso quadro de empregados significativamente defasado e essa medida adotada pelos dirigentes, de criar cargos comissionados desnecessários, não resolve o problema da Codevasf”, diz Rodrigues.

“A pseudoampliação do quadro de empregados por meio da resolução 400, na realidade, tem o objetivo apenas de criar cargos comissionados para serem ocupados por parentes de políticos e seus apadrinhados, prática corriqueira na Companhia", destaca o dirigente sindical.