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SINDSEP repudia matéria do Jornal Nacional que ataca os servidores públicos

O estudo deixa claro a serviço de quem está o Instituto privatista que fez o estudo que baseou a reportagem, diz nota do Sindsep

Publicado: 12 Agosto, 2020 - 13h07 | Última modificação: 12 Agosto, 2020 - 13h10

Escrito por: Redação CUT

Reprodução
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A TV Globo exibiu na última segunda-feira (10), em um dos seus programas de maior audiência, o Jornal Nacional, uma reportagem afirmando que os gastos com funcionalismo público representaram quase 14% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto a saúde pública recebeu 4%. Os dados são de 2019.

A reportagem, que se baseou em um estudo do Instituto Millenium e usou dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), foi exibida no momento em que o governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) quer aprovar a reforma Administrativa.

Em nota, o Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (SINDSEP) repudiou a reportagem e afirmou que o estudo “deixa claro a serviço de quem está esse Instituto privatista, que representa os interesses dos bilionários, donos de bancos e de empresas que vendem saúde e educação como se fossem mercadorias e não direitos”.

“O Sindsep repudia a matéria editada pelo Jornal Nacional e esse estudo a serviço de Bolsonaro e dos governos que querem destruir os serviços públicos”, diz trecho da nota, que conclama: “Chamamos o conjunto dos servidores públicos federais, estaduais e municipais para cerrar fileiras contra essa política de destruição dos serviços públicos através dessa reforma administrativa destruidora”.

Sobre o argumento do Millenium de que a pandemia do coronavírus agravou a situação, o Sindesep lembra que “essa reforma quer diminuir cargos e servidores, aumentar as contratações temporárias, acabar com gratificações, promoções, adicionais por tempo de serviço e até mesmo o fim da estabilidade no emprego”.

 E isso em plena pandemia do novo coronavírus, alerta o sindicato, que “só não avançou mais pelo mundo exatamente por conta dos serviços públicos que mesmo precários ’segurou a onda’”.

 Confira aqui a íntegra da nota.