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Sindicatos participam do protesto em defesa da Justiça do Trabalho em Aracaju

TRT da 20ª Região contou com apoio de várias associações de juízes, juristas e servidores

Publicado: 22 Janeiro, 2019 - 10h56 | Última modificação: 22 Janeiro, 2019 - 11h09

Escrito por: Iracema Corso, CUT-Sergipe

Reprodução
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Dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE) e de sindicatos filiados participaram, nesta segunda-feira (21), do ato ‘Em defesa dos Direitos Sociais e da Justiça do Trabalho’, organizado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 20ª Região (TRT-20ª Região), em frente ao Fórum Dantas do Prado, no Complexo da Justiça do Trabalho, em Aracaju.

Uma das lideranças presentes, o professor Rubens Marques, presidente da CUT-SE, é um dos sindicalistas que defendem fortemente o papel da Justiça do Trabalho na defesa dos direitos da classe trabalhadora.

“A Justiça do Trabalho teve papel importantíssimo na reação contra a reforma Trabalhista e isso a colocou na seara dos inimigos do governo Temer e agora do governo Bolsonaro, e seus aliados”, disse recentemente o dirigente em um artigo, se referindo ao ex-presidente Michel Temer, o ilegítimo, e ao atual, Jair Bolsonaro, PSL.

Segundo ele, sem a Justiça do Trabalho os trabalhadores e as trabalhadoras ficam sem proteção do Estado e vulneráveis aos ataques daqueles que só pensam no lucro.

“Só tem medo da Justiça do Trabalho quem não respeita a legislação trabalhista”, destacou Rubens Marques. Para a presidente do TRT Região 20ª, Vilma Leite Machado Amorim, caso a Justiça do Trabalho seja extinta, a população será a mais prejudicada.

“O magistrado é concursado, então para nós, o prejuízo é mínimo porque seremos relocados e continuaremos trabalhando na Justiça”.

Para ela, a principal prejudicada com este retrocesso será a sociedade porque a Justiça do Trabalho cumpre um papel muito importante na pacificação dos conflitos trabalhistas.

“Ainda existem muitos descumpridores dos direitos sociais e das leis trabalhistas. Há 70 anos a Justiça do Trabalho lida com esse conflito”, concluiu a juíza.

O Ministério Público do Trabalho (MPT), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 20ª Região (AMATRA XX), Associação Sergipana dos Advogados Trabalhistas (ASSAT), Movimento dos Advogados Trabalhistas Independente (MATI), Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal de Sergipe (Sindjuf/SE) e Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) apoiaram o ato realizado na capital de Sergipe.

Para o advogado Thiago Oliveira, que integra o grupo Advocacia pela Democracia, é importante unificar a pauta, construir novos atos e dialogar com a sociedade para impedir o fim da Justiça do Trabalho.

“O próprio presidente afirmou que a Justiça do Trabalho é um espaço que prejudica a geração de emprego e defendeu que a justiça comum julgasse as causas dos trabalhadores. Quem defende isso não compreende a Justiça do Trabalho como um instrumento de pacificação social”.

O objetivo de alguém que quer acabar com a Justiça do Trabalho é deixar o caminho totalmente livre para que a classe trabalhadora seja massacrada
- Thiago Oliveira

O advogado disse ainda que o tempo mostrou a inverdade de que a justiça do trabalho impede a geração de emprego. Mostrou ainda que a reforma Trabalhista não gerou empregos, como diziam os defensores da retirada de direitos.

“Depois de feita a reforma Trabalhista, o índice de desemprego continua acima dos 12% e ainda tivemos um aumento do trabalho infantil, do trabalho escravo”.

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