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Sindicato dos Trabalhadores Rurais de...

De acordo com a presidenta do Sindicato, principal desafio é enfrentar o processo de estiagem

Publicado: 30 Junho, 2014 - 17h46

Escrito por: Emmanuela Nunes/CUT-PB

A Central Única dos Trabalhadores da Paraíba esteve na última sexta-feira (28), em Queimadas, região do Agreste Paraibano, para participar da reunião de filiação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Queimadas. Na sede do sindicato estiveram presentes mais de 200 sócios e agricultores. Os dirigentes da CUT Paraíba, Paulo Tavares, secretário geral, Gilberto Paulino, secretário de Relações do Trabalho, Joel Nascimento, do Sindicato dos Metalúrgicos de Campina Grande e Keila Pimentel, do Sindicato dos Professores representaram a entidade na mesa de abertura do evento.

Durante o evento, Joel Nascimento destacou a importância do Estatuto da CUT como forma de conhecer os ideais e princípios que norteiam a entidade. “Os valores e a conduta da CUT segue um padrão que é orientado peloEstatuto. A CUT apoia a autonomia sindical e sabe que cada sindicato tem suas prioridades. Estamos juntos para fortalecer o movimento e caminhar por um mesmo objetivo.”

Para assinar a ficha de filiação com a maior central sindical da América Latina e a 5° maior do mundo, a Presidente do STR de Queimadas, Maria Anunciada Flor Barbosa destacou os avanços de sua gestão e a esperança de fortalecer ainda mais o cenário rural queimadense. “Estamos nos filiando e esperamos contar com o apoio da CUT, pois acreditamos muito na central, principalmente depois de ver a participação da CUT na Chapa 2 da eleição da Fetag.”

Segundo a presidente do sindicato, a maioria dos Sindicatos Rurais na Paraíba foram criados na década de 60. Esse é o caso do STR de Queimadas fundado em 1966. “Inicialmente vieram as ligas camponesas e depois a criação dos sindicatos. Naquela época a principal bandeira do movimento era a luta pela terra e pelo direito à previdência rural com a aposentadoria por idade.”

Para ela o maior problema do STR de Queimadas é a estiagem, “estamos numa região semiárida. As chuvas são poucas e os agricultores vivem da agricultura de sequeiro, ou seja, plantam esperando a chuva, pois não possuem sistema de irrigação."

O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Queimadas tem em seu quadro de sócios cerca de 1000 agricultores. Grande parte deles são adeptos ao cultivo de milho, feijão e fava.

O agricultor Claudisio Pereira Maciel é um deles e sabe os desafios e expectativas da vida no campo. “Comecei na agricultura com 10 anos e estou até hoje. Trabalho com o cultivo de Feijão, Milho e Fava. Acho muito importante o agricultor se filiar a um sindicato para poder ter mais benefícios.”

Agricultura em sequeiro

Na Paraíba, a agricultura em sequeiro concentra grande parte da produção de subsistência e tem importância estratégica no desenvolvimento rural paraibano. Segundo dados da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural da Paraíba (Emater), a agricultura em sequeiro proporciona renda e representa a atividade econômica mais popular do estado com presença maciça em todos os municípios paraibanos.

Os principais produtos são: algodão branco com 1.078 produtores ocupando uma área de 1.722 hectares, algodão colorido com 250 produtores numa área de 345; Amendoim com 475 produtores, numa área de 842 hectares; o urucum com 408 produtores em 978 hectares. Outros produtos trabalhados foram batata doce, batata inglesa, cana-de-açúcar, feijão, milho, arroz, mandioca e girassol.