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Sindicato dos Jornalistas repudia mais demissões na Editora Abril  

Para direção da entidade, fim de mais uma publicação - Guia do Estudante - demonstra que nota oficial da editora é falaciosa

Publicado: 09 Agosto, 2018 - 15h53 | Última modificação: 09 Agosto, 2018 - 18h14

Escrito por: Redação CUT

Reprodução/Google Street View
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Após a demissão em massa de cerca de 100 jornalistas e o anúncio do encerramento de várias publicações na última segunda-feira (6), a Editora Abril demitiu mais 15 profissionais da redação do Guia do Estudante na manhã desta quinta-feira (9).

Em nota, a direção do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP), que está na sede da empresa acompanhando a situação e dando apoio aos trabalhadores e trabalhadoras, “repudiou a continuidade das demissões coletivas que estão destruindo a empresa sob o disfarce de ‘reformulação’ do portfólio de marcas da editora”.

“A entidade prossegue na luta pela reintegração dos demitidos, em defesa dos empregos e dos salários”, diz trecho da nota.

Na última segunda-feira, o Sindicato entrou com pedido de antecipação de tutela na 61ª Vara do Trabalho de São Paulo contra as demissões na Abril porque a empresa é alvo de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) para impedir mais dispensa em massa como vem ocorrendo desde o ano passado.

O que preocupa ainda mais a direção do Sindicato dos Jornalistas é que, em nota oficial divulgada na segunda (6), a Editora Abril afirmou que iria concentrar “seus recursos humanos e técnicos em suas marcas líderes”, entre as quais estava o Guia do Estudante, e, três dias depois, a empresa decide fechar o guia e demitir toda a redação da publicação.

Para a direção do Sindicato, as afirmações da editora não têm qualquer valor porque a própria empresa se contradiz entre o discurso e a prática, o que fica comprovado com mais essa demissão coletiva no Guia do Estudante.

O Sindicato dos Jornalistas diz que a situação dos trabalhadores e trabalhadoras da empresa é gravíssima. Além de perderem os empregos, os trabalhadores podem ter dificuldades para receber as verbas

“A Abril promete aos demitidos pagar as verbas rescisórias parceladas em dez vezes, afirmação que não é crível nem para a direção do SJSP nem para os cerca de 120 jornalistas dispensados em apenas uma semana”, diz a direção do Sindicato, complementando: “É dessa forma, com uma nota oficial falaciosa, que a editora faz seu ‘agradecimento pela dedicação e pelo profissionalismo’ de centenas de demitidos e reafirma ‘seu compromisso de manter vivo o jornalismo de qualidade’”.

Com apoio do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo

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