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#SeVotarNãoVolta foi o recado nas ruas e redes nesta quarta

Foi dado o recado: quem votar a favor da reforma, não volta em 2018. Ação foi um dos assuntos mais comentados do Twitter

Publicado: 13 Dezembro, 2017 - 13h40 | Última modificação: 13 Dezembro, 2017 - 19h05

Escrito por: Tatiana Melim e Walber Pinto

Edson Rimonatto/CUT
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A luta dos trabalhadores e trabalhadoras contra o fim da aposentadoria começou cedo nesta quarta-feira (13), dia de mobilização em todo o Brasil contra a aprovação da nova proposta de reforma da Previdência do golpista e ilegítimo Michel Temer (PMDB-SP).

O governo negocia com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para colocar a reforma na pauta de votação na próxima semana antes do recesso parlamentar, apesar de não ter conseguido o número de votos necessários para aprovar a reforma. “A pressão deles é grande. E a nossa será maior ainda”, diz o presidente da CUT, Vagner Freitas, que participou hoje cedo de ato dos metalúrgicos da Volkswagen, na via Anchieta, onde ficou claro que a classe trabalhadora vai lutar contra o desmonte.

“O nosso recado está dado: se botar para votar, o Brasil vai parar!”, disse Vagner, lembrando que hoje a CUT e os movimentos sociais fizeram uma campanha nas redes sociais contra o fim da aposentadoria e, em menos de uma hora, a hashtag “SeVotarNãoVolta” ocupou o primeiro lugar entre os assuntos mais comentados do Twitter em todo o Brasil.
 
Por volta das 6h, em São Bernardo do Campo, cinco mil trabalhadores e trabalhadoras da Volkswagen pararam as duas vias locais da Rodovia Anchieta, sentido litoral, e aprovaram, por unanimidade, realizar greve caso a proposta contra o fim da aposentadoria seja colocada em votação. Amanhã, os trabalhadores e as trabalhadoras de outras montadoras estarão nas ruas contra o fim da aposentadoria.

Na capital paulista, às 11h, os trabalhadores e trabalhadoras se concentraram em frente ao prédio do INSS, no viaduto Santa Ifigênia, centro da capital, para dialogar com a população e alertar sobre as consequências da nova proposta de reforma, que exclui milhões de brasileiros e brasileiras da Previdência. Depois saíram em passeata pelas ruas do centro da cidade.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, alerta que a reforma é injusta e grave para todos os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade. Segundo ele, o aumento do desemprego e da informalidade que se agravarão ainda mais por conta da reforma Trabalhista vão impactar ainda mais o mercado de trabalho para os jovens e o sistema previdenciário sofrerá uma perda enorme.

“O desemprego ou o emprego informal, sem carteira assinada, em especial dos jovens, como já  está acontecendo depois da entrada em vigor da famigerada reforma Trabalhista, faz com que o fundo da Previdência não se renove”, diz Vagner, que complementa: “Quando menos trabalhadores entram no mercado formal, menos recursos o governo terá para financiar quem esta se aposentado depois de muitos anos de labuta.”

Vagner se referiu ao modelo de Previdência brasileiro que é de repartição solidária, ou seja, os mais jovens entram no mercado de trabalho formal e suas contribuições ao INSS ajudam a financiar os que estão se aposentado.


“Estamos na rua para defender o que está previsto na Constituição, que é uma Previdência Social pública e para todos, que garanta direitos sociais, sobretudo à população mais pobre”, afirmou Douglas Izzo, presidente da CUT-SP, ressaltando que as atividades fazem parte da Jornada de Lutas das centrais sindicais que, reunidas na última sexta-feira (8), deflagraram estado de greve e definiram uma série de ações nos estados e nas bases eleitorais dos deputados.

E na cidade mais rica do país, o cenário não é diferente, tem muita miséria nos bairros mais afastados do centro de São Paulo. A desigualdade entre quem mora no bairro de Jardim Ângela e Jardim Paulista é gritante e muitos morrerão sem conseguir se aposentar.

Segundo o levantamento da Rede Nossa São Paulo, quem mora em uma das regiões mais ricas da cidade, o Jardim Paulista, vive em média 79 anos e 4 meses. Já quem mora no Jardim Ângela, no extremo sul da capital, não chega aos 56 anos. No total, uma diferença de mais de 40% na expectativa de vida.

Para Douglas, “quem mora nas periferias da cidade de São Paulo como Brasilândia, Jardim Ângela e Cidade Tiradentes, a expectativa de vida não chega 65 anos e a maioria não vai conseguir se aposentar se essa reforma for aprovada”.

Em Santa Catarina, o dia também começou cedo. Os trabalhadores e trabalhadoras se concentraram no calçadão da Felipe Schmidt, às 7h30, em frente à agência do INSS, em Florianópolis, para dialogar com a população e denunciar os deputados que pretendem votar pelo fim da aposentadoria.


 
Na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, também teve ação em solidariedade aos camponeses e as camponesas do MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores), que entraram no nono dia de greve de fome contra a reforma da Previdência.
 


Em Chapecó, também em Santa Catarina, os militantes ocuparam a frente do INSS. No período da tarde, está previsto um ato, com concentração na Praça Coronel Bertaso.



No Rio Grande do Sul, os trabalhadores e trabalhadoras se concentraram na Assembleia Legislativa para uma coletiva de imprensa, em que foi anunciada a adesão de sete deputados estaduais e 10 trabalhadores do campo e da cidade à greve de fome contra o fim da aposentadoria, assim como já está ocorrendo em outrios cinco estados do país.



Em Belém, também teve ato público em frente à agência do INSS contra a reforma da Previdência. No Pará, os trabalhadores e trabalhadoras também estão em greve de fome e dispostos a dar continuidade à luta em defesa do povo brasileiro.

 

Na capital de Minas Gerais, em Belo Horizonte, as ruas foram tomadas por outdoorrs com os deputados que pretendem votar a favor da reforma da Previdência se a proposta for para a pauta de votação da Câmara. Na capital mineira o recado está dado: #SeVotarNãoVolta
 

Os rurais também estão a postos. Em jornada esta semana, os trabalhadores e trabalhadoras do campo ocuparam a Câmara dos Deputados nesta manhã para pressionar os parlamentares a votarem contra a reforma da Previdência. Ao contrário do que diz a propaganda enganosa do governo do ilegítimo e golpista Michel Temer (PMDB-SP), a nova proposta de reforma praticamente acaba com a aposentadoria dos agricultores familiares e assalariados rurais.

Acesse o Na Pressão e pressione os deputados
O dia de luta continua no período da tarde e nas redes sociais. Os trabalhadores e trabalhadoras que não puderam ir às ruas, pode utilizar o site Na Pressão, ferramenta criada pela CUT para pressionar os parlamentares contra as propostas de retirada de direitos da classe trabalhadora, e enviar mensagens aos deputados exigindo que eles votem contra o fim da aposentadoria.
 
É possível contatar os parlamentares por e-mail, mensagens, telefone ou redes sociais. Pelo link "Ativar Ultra Pressão", o envio de e-mail a todos os parlamentares indecisos ou a favor da reforma é feito de uma só vez. Entre no site, pressione os deputados e mande o recado: quem votar a favor da reforma da Previdência não volta em 2018! #SeVotarNãoVolta

Em Goiás, os trabalhadores da Agricultura Familiar da Fetraf somaram-se aos movimentos sociais nesta quarta contra a reforma da Previdência, na cidade de Goiânia, em apoio a Greve de Fome dos trabalhadores do campo e cidade que já estão no 9º dia, na Câmara dos Deputados, em Brasília.

 

 

 

 

 

 

Em São Luís, o ato contra o fim da aposentadoria começou às 9h, na praça João Lisboa, e depois percorreu várias ruas do centro da cidade conversando com a população sobre os riscos de se aprovar a “reforma” da Previdência. Na manhã desta quinta, 14, os manifestantes recepcionarão deputados com apitaço no Aeroporto Marechal Cunha Machado.

No Rio de Janeiro, o ato contra o fim da aposentadoria foi organizado pela CUT-RJ e Frente Brasil Popular. Houve planfletagem e migrone aberto, na Central do Brasil, por volta das 16h.

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