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Sete em cada dez brasileiros cortaram o orçamento no primeiro semestre

Segundo pesquisa da CNDL e SPC Brasil, para metade dos entrevistados,  desempenho da economia no período foi pior do que o esperado. Maioria acha que terá dificuldades de realizar algum projeto este ano 

Publicado: 01 Agosto, 2019 - 14h59

Escrito por: Marize Muniz

Roberto Parizotti/CUT
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Os primeiros sete meses da gestão de Jair Bolsonaro (PSL), com recordes nas taxas de desemprego e de trabalho precário, aumento da inadimplência, e nenhuma medida concreta para o aquecimento da economia, que só desce a ladeira, tem desanimado os brasileiros e feito muito gente rever os orçamentos, cortando tudo que podem.

Sete em cada dez brasileiros (69%) tiveram de fazer cortes no orçamento no primeiro semestre de 2019. Outros 53% recorreram a bicos e trabalhos adicionais para complementar a renda.

Os dados são de pesquisa realizada nas 27 capitais brasileiras pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

De acordo com a pesquisa, três em cada dez consumidores (30%) sentiram uma piora em sua situação financeira no primeiro semestre do ano – em grande parte causada pela alta dos preços (54%) ou pela diminuição da renda familiar (38%).

O desemprego (do próprio ou de alguém da família) foi citado por 46% dos entrevistados. Outros 45% disseram que passaram vários meses no vermelho; 33% disseram ter ficado com o CPF negativado por não pagar alguma conta; 33% recorreram a um empréstimo para organizar o orçamento e 27% que tiveram de vender bens para conseguir dinheiro.

Desesperança

Para 49% dos entrevistados, a situação atual é pior do que eles esperavam no começo do ano, quando o governo de extrema direita de Jair Bolsonaro (PSL) assumiu o cargo de comandante máximo do país. Somente 13% dos entrevistados consideram que a economia está melhor do que o esperado.

O que cortaram

Seis em cada dez (56%) dos entrevistados que tiveram aperto financeiro cortaram as refeições fora de casa. Outros 54% diminuíram as idas a bares e casas noturnas, 51% deixaram de comprar roupas, calçados e acessórios, 50% restringiram as viagens e 50% reduziram as idas ao cinema e ao teatro.

Projetos adiados

Com o orçamento restrito, seis (59%) em cada dez brasileiros acreditam que será mais difícil concretizar projetos planejados para este ano, sendo a formação de uma reserva financeira (41%), realização de uma grande viagem (34%), reforma a casa (34%) e compra de um carro (30%) os mais afetados.

Prioridades do governo

O levantamento também quis saber a opinião dos brasileiros sobre as prioridades do governo para os próximos quatro anos. A geração de empregos (68%), o combate à corrupção (63%) e a melhoria da educação pública (55%) foram as preocupações mais destacadas pelas pessoas ouvidas.

Metodologia

A pesquisa ouviu 800 consumidores de ambos os sexos, todas as classes sociais e acima de 18 anos nas 27 capitais. A margem de erro é de 3,50 pontos percentuais para um intervalo de confiança de 95%. 

Confira aqui a íntegra da pesquisa