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Sem salários, professores e funcionários da Metodista farão assembleia dia 12

Unidos pela primeira vez na luta, docentes e funcionários da Universidade Metodista em SBC vão decidir os próximos passos da luta por salários, FGTS e benefícios nesta segunda. Outra greve não está descartada

Publicado: 09 Agosto, 2019 - 08h31 | Última modificação: 09 Agosto, 2019 - 11h16

Escrito por: Érica Aragão

FEPESP
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Manifestação dos docentes, trabalhadores e alunos da Metodista em maio

Com dois meses sem salários e sem a garantia de direitos básicos, como vale alimentação e refeição, nem os depósitos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), professores e auxiliares administrativos da Universidade Metodista, em São Bernardo do Campo, unificaram a luta e marcaram para o primeiro dia de aula após as férias, nesta segunda-feira (12), uma assembleia para definir as próximas ações da luta.  

Sem diálogo e sem dar qualquer satisfação, a universidade não pagou os salários e os vales alimentação e refeição até o dia 10 de julho, conforme foi determinado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT2). A direção também não se intimidou com a multa caso não cumprisse a decisão.

As trabalhadoras e os trabalhadores estão sem os salários de junho e julho, sem vale alimentação e refeição, sem os depósitos do (FGTS) e prometem mais resistência.

“É um desrespeito sem tamanho da empresa com os professores e funcionários. A universidade não cumpriu o acordo coletivo de dissídio e nem está preocupada se os trabalhadores estão sem salários e sem direitos”, disse o presidente do Sindicato dos Professores de Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do ABC (Sinpro-ABC), José Jorge Maggio, conhecido como JJ.

Com a promessa de receberem os salários de junho em 10 de julho, alguns professores fizeram acordos em bancos para pagar dívidas e não estão conseguindo cumprir seus compromissos, o que está afetando profundamente a vida dos docentes.

“A irresponsabilidade da Metodista junto aos professores é tão grande que tem caso em que o empréstimo consignado é descontado no holerite e não é repassado para o banco, assim como acontece com o FGTS da categoria que a Metodista desconta do salário e não repassa para a conta individual do trabalhador na Caixa, há quase cinco anos”, denuncia JJ.

A situação dos auxiliares administrativos também é terrível. Eles  não têm dinheiro nem para ir trabalhar. Até os demitidos estão sendo prejudicados, pois o pagamento das rescisões também não foi feito. De acordo com informações do sindicato, a empresa já deve quase R$ 10 milhões em rescisões e fundo de garantia.

Segundo o presidente do Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar de Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul (SAAE-ABC), Donisete Gimenes Angelo, os auxiliares estão indignados e revoltados com esta situação, mas é a primeira vez que a categoria aceitou unificar a luta com os professores.

“Quando os professores fizeram a greve de 19 dias em maio deste ano os auxiliares não se sentiram a vontade de participar com medo e receio, mas os primeiros passos para a unidade foram dados. Estaremos juntos na assembleia do dia 12 e outra greve não está descartada”, disse.

Para Donisete o sindicato vai respeitar a decisão da categoria no dia 12, “mas é fundamental dizer que não adianta ficar esperando só a atitude dos professores, porque temos que engajar e lutar juntos para ficarmos mais fortes e conseguirmos sair vitoriosos”.

Segundo os dirigentes sindicais, os alunos da Metodista estão muito solidários com a luta dos professores e isso tem dado grande força neste processo.

Rede adota a mesma postura desrespeitosa em outros lugares

O presidente do SinproABC, José Jorge Maggio ressalta que a postura desrespeitosa adotada pela Metodista no ABC de descumprimento dos acordos firmados com a Justiça e a total ausência de diálogo entre universidade e a categoria é a mesma adotada pela Rede Metodista em outros estados.