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Seis trabalhadores indígenas são resgatados em situação análoga à escravidão no RS

Fiscalização encontrou trabalhadores em condições degradantes, sem registro formal e alojados em estrutura precária no interior de Glorinha; empregador foi preso em flagrante

Publicado: 01 Julho, 2026 - 12h57 | Última modificação: 01 Julho, 2026 - 13h06

Escrito por: Redação CUT | Editado por: Walber Pinto

Divulgação MPT e MTE
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Uma fiscalização realizada nesta terça-feira (30) resultou no resgate de seis trabalhadores indígenas que estavam submetidos a condições semelhantes à escravidão em uma propriedade rural localizada em Glorinha, na Região Metropolitana. A ação foi conduzida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e pelo Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Sul (MPT-RS), com apoio da Polícia Federal.

Os trabalhadores, contratados para atuar no cultivo de legumes, estavam em uma situação de extrema precariedade. Conforme apurado pelos órgãos fiscalizadores, eles não possuíam registro formal de trabalho, não tinham acesso às garantias previstas na legislação trabalhista e viviam em um alojamento sem condições adequadas.

A equipe de fiscalização ouviu os trabalhadores e identificou diversos problemas no local. Os relatos apontaram que o grupo permanecia em um imóvel improvisado de madeira, sem estrutura sanitária adequada. Também foi informado que parte dos trabalhadores não recebia itens básicos para o serviço, como equipamentos necessários para a atividade e cobertores para descanso.

Os seis homens resgatados têm entre 20 e 30 anos e pertencem à etnia guarani. Entre eles, há um trabalhador argentino e dois oriundos de Santa Catarina. Os demais são do Rio Grande do Sul. Dois dos indígenas se comunicavam principalmente em guarani e tinham dificuldades para compreender a língua portuguesa.

A operação teve acompanhamento do procurador do trabalho Bernardo Mata Schuch, representante do MPT. Após a constatação das irregularidades, o responsável pela propriedade foi detido em flagrante pela Polícia Federal.

Saiba como denunciar

As violações de direitos humanos podem ser denunciadas por diferentes plataformas: além das ligações telefônicas do Disque 100, as vítimas podem realizar denúncias pelo WhatsApp e Telegram. Pessoas surdas ou com deficiência auditiva podem entrar em contato por videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras).

As denúncias são encaminhadas aos órgãos de proteção e de apuração, como conselhos estaduais, Centros de Referência Especializados de Assistência Social, delegacias, Ministério Público, entre outros. O Ministério dos Direitos Humanos faz o encaminhamento e o acompanhamento das denúncias após elas saírem da central do Disque 100.

com informações do MPT*