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Se mantiver média atual, Brasil pode ter 180 mil vidas perdidas até janeiro

Em 24 horas, o país registrou 12.220 novos casos e 354 óbitos por Covid-19 . O número total de contaminados desde o início da pandemia chegou a 5.114.823 e o de mortos a 151.063

Publicado: 14 Outubro, 2020 - 11h42

Escrito por: Redação CUT

Bruno Kalli - Fotos Públicas
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O Brasil registra média móvel diária de 499 óbitos por Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. Em 24 horas, foram 354 mortes, segundo o balanço divulgado nesta quarta-feira (14) pelo consórcio de imprensa. Se o país continuar nesse ritmo, a estimativa é de mais 30 mil mortes em menos de três meses, equivalente a uma média de 377,75 mortes diárias.

De acordo com as previsões do Instituto de Métricas e Avaliação de Saúde (IHME), da Universidade de Washington, se mantiver a média atual o Brasil pode registrar 180 mil, com a margem de erro entre 172 mil a 192 mil, mortes por Covid-19, mesmo com distanciamento social, até o dia 1º de janeiro de 2021, de acordo com o jornal Folha de S. Paulo.

Se as medidas de proteção forem ignoradas pela população, o número de vidas perdidas pode chegar a 182,3 mil.

Ainda de acordo com a projeção do IHME, o mundo pode ter o dobro de mortes até 1˚ de janeiro, com 2.342.648 óbitos. Esse número leva em consideração a manutenção da situação atual. Caso o uso de máscaras seja universal, ou seja, caso 95% das pessoas usem máscaras sempre que saírem de casa, e as medidas de isolamento social sejam mantidas, o número cai 25%, para 1.751.378 óbitos.

Brasil é o 2º em número de mortos

Em número de contaminados, o Brasil continua como o terceiro país mais afetado pela pandemia, de acordo com contagem da Universidade Johns Hopkins. Está atrás de Estados Unidos (7,8 milhões) e Índia (7,2 milhões), que ocupam a primeira e segunda posição, respectivamente. No entanto, em relação ao total de óbitos, o Brasil se mantém na vice-liderança e está atrás apenas dos EUA, onde já morreram 215.955 pessoas.

Situação no Brasil

Com os dados copilados das últimas 24 horas, o país teve 12.220 novos casos e 354 novos óbitos. Com isso, o total de pessoas contaminadas chegou a 5.114.823 e 151.063 mortas em decorrência do novo coronavírus desde o início da pandemia, conforme levantamento do consórcio de imprensa até às 8h, desta quarta-feira (14).

São Paulo e Manaus

No sábado, o país atingiu a marca de 150 mil mortes por Covid-19 em cerca de sete meses, nesta quarta-feira já são mais de 151 mil vítimas fatais da doença. Em relação à média móvel desta terça-feira, o país registra as oscilações dos últimos sete dias.

O Estado de São Paulo, que tem os maiores números absolutos de casos de coronavírus no país, registra 1.039.029 de infectados e 37.314 óbitos. Em 24 horas, foram contabilizados 685 casos confirmados e 35 mortes, de acordo com o balanço divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde. No total, 928.292 pessoas se recuperaram da doença no estado.

Já em Manaus, o primeiro estado onde o sistema de saúde entrou em colapso, o recente aumento de contágios por coronavírus atrapalhou os planos de flexibilização. A retomada da pandemia lança dúvidas sobre o estudo científico preliminar que, em setembro, apontou que 66% dos moradores da maior cidade da Amazônia brasileira tinham anticorpos para a Covid-19 e, assim, Manaus havia alcançado a imunidade de rebanho que impede ou reduz ao mínimo a transmissão do vírus, mas não é isso que está ocorrendo.

A pandemia já matou ao menos de 2.685 amazonenses e 160.000 pessoas foram infectadas no Amazonas, onde proliferam teorias da conspiração e notícias falsas sobre essa praga do século 21.

RS tem quase 215 mil infectados e mais de 5 mil óbitos

O primeiro caso de Covid-19 registrado no Rio Grande do Sul aconteceu no dia 10 de março, na cidade de Campo Bom. A primeira vítima fatal, no dia 25 do mesmo mês. Sete meses após a pandemia chegar no solo gaúcho, o estado tem 214.970 pessoas que já foram registradas com o novo coronavírus e 5.167 vítimas fatais. De acordo com o boletim da Secretaria Estadual da Saúde (SES) divulgado nesta terça-feira (13), nas últimas 24 horas foram registrados 388 novos casos da doença e 19 óbitos. Dos 497 municípios gaúchos apenas as cidades de Cerro Branco e Garruchos não apresentam casos da doença.

As vítimas fatais registradas hoje foram em Porto Alegre (3), Caxias do Sul (3), Canoas, Santa Maria, Bento Gonçalves, Viamão, Cruz Alta, Santo Ângelo, São Borja, Taquara, Taquari, Caçapava do Sul, Capão do Leão, Cerro Grande do Sul e Passo do Sobrado.

A taxa de ocupação de leitos de UTI no estado estava em 70,1%, às 18h de hoje, sendo 1.788 pacientes em 2.551 leitos de UTI. Já na Capital a ocupação é de 83,10%.

Situação em outros estados

Nesta terça, só o Piauí tem aumento na média de mortes. Ele vinha de estabilidade, e agora aparece com alta de 28%.

O Distrito Federal e sete estados estão em estabilidade: Acre, que na segunda registrava alta agora tem estabilidade, Amazonas, Maranhão, Alagoas, Paraíba, que veio de queda agora está em estabilidade, Sergipe e Minas Gerais.

Com queda na média móvel de mortes, são 18 estados: Roraima, Amapá, Rondônia, Pará, Tocantins, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo, os dois que vinham de estabilidade, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

As maiores quedas foram registradas em Roraima e também em Pernambuco.