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SE: Contra maldades do governador, professores lavam rampas do Palácio de Despachos

Objetivo, tanto da lavagem quanto da paralisação do dia 10 ao dia 12, é cobrar do governo do Estado a revogação das leis que acabaram com a carreira do magistério 

Publicado: 11 Maio, 2022 - 11h54 | Última modificação: 11 Maio, 2022 - 12h06

Escrito por: Caroline Santos, do Sintese

Reprodução/Sintese
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Munidos de creolina, água e vassouras, os professores e as professoras da rede estadual de ensino de Sergipe lavaram, nesta terça-feira (10) uma das rampas de acesso do Palácio de Despachos. 

“Estamos lavando simbolicamente as maldades que o governo Belivaldo Chagas fez para os professores e professoras e também para a Educação de Sergipe. Não aguentamos mais tanta desvalorização”, disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado de Sergipe (Sintese), Roberto Silva dos Santos, no primeiro dia paralisação da categoria, que só volta ao trabalho no dia 13.

O objetivo tanto da lavagem quanto da paralisação é cobrar do governo do Estado a revogação das leis que acabaram com a carreira do magistério. 

“Ele [Belivaldo Chagas, do PSD] precisa sentar com o SINTESE e discutir a revogação das leis que destruíram a carreira do magistério. A propaganda do governo de que os professores e professoras das escolas estaduais tiveram aumento é enganosa”, afirmou a vice-presidenta do SINTESE Ivonia Ferreira.

Cenário de massacre

Com as leis da degola e da pá de cal, o governo do Estado tirou direitos dos professores ao incorporar a regência de classe, ao congelar os valores do triênio e da gratificação para os que trabalham nas escolas de tempo integral e, para completar, igualou o salário de todos que estão em atividade e ainda acabou com a paridade entre ativos e aposentados.

Não é justo com os professores e nem com a Educação. Atualmente uma professora que entrou no último concurso tem o mesmo vencimento inicial de outra professora que já está há 25 anos em sala de aula. O salário base é o mesmo, independente da sua formação, seja ela somente a licenciatura ou um doutorado.

“A política de desvalorização do magistério empreendida nos últimos anos de não aplicar o piso respeitando o plano de carreira e agora com a aprovação das leis que aconteceram no dia 22 de março terão um impacto futuro extremamente negativo para a Educação, pois com isso os professores não têm mais nenhum estímulo para ampliar a sua capacitação”, explica Roberto.

As maldades do governo Belivaldo Chagas contra o magistério estadual

As professoras e professores aposentados também denunciaram o confisco de 14% nas aposentadorias e reafirmaram, não há mais justificativa para esse confisco nos seus salários.

“Quando mais precisamos de dinheiro para comprar os nossos remédios e ter uma vida digna temos esse desconto, somado a falta de reajuste nos últimos anos. E esse percentual que o governo diz que é aumento, mas não cobre as perdas que tivemos nos últimos anos. A vida da professora e do professor aposentado está muito difícil”, disse Ana Geni Andrade, professora aposentada e diretora do Departamento de Aposentados do SINTESE.

Novos atos

O palco do segundo dia de paralisação, dia 11, será o centro comercial de Aracaju. Logo às 6h da manhã o sindicato está promovendo uma intervenção urbana. A concentração do ato será a partir das 8h no Calçadão da João Pessoa em frente à agência da Caixa Econômica Federal.

Já na quinta, dia 12 a agenda de luta será um “pedágio por direitos” em Aracaju e está divida em dois momentos: o primeiro será no semáforo em frente ao HUSE às 6h30 e o segundo às 16h no cruzamento das avenidas Nova Saneamento e Augusto Franco. Atos acontecerão, também, nas principais cidades do interior sergipano.

Agenda de luta

Foi lembrando também que no dia 21 de maio acontece o segundo mêsvesário das leis da degola e da pá de cal e dessa vez o ato será realizado em Nossa Senhora da Glória. Quem mora em Aracaju e na região metropolitana também pode participar, o SINTESE irá disponibilizar ônibus. Para garantir sua vaga ligue para o sindicato pelo telefone 2104-9800 e solicite falar com o departamento de Base Estadual e deixe seu nome.

No dia 22 de junho o ato será em Itabaiana, com horário e locais sendo divulgados em breve.

A luta contra o confisco de 14% continua, depois do ato em Aracaju, foi aprovada uma nova agenda de atos do “Desamor de Belivaldo às Mães Aposentadas. Horários e locais nos municípios serão informados posteriormente.

04/06 – Propriá
22/06 – Itabaiana
11/6 – Riachuelo
13/6 – Lagarto
20/6 – Japoatã