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SC: CUT e demais centrais preparam resistência contra reforma da Previdência

Sindicalistas se reuniram para preparar a resistência contra a reforma de Bolsonaro que acaba com a aposentadoria, em especial dos trabalhadores que começam a trabalhar mais cedo e ganham menos

Publicado: 06 Fevereiro, 2019 - 15h20 | Última modificação: 12 Fevereiro, 2019 - 15h40

Escrito por: CUT-SC

CUT-SC
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A reforma da Previdência, que durante todo o governo do ilegítimo Michel Temer foi uma preocupação e só não foi aprovada por causa da mobilização da classe trabalhadora, que realizou a maior greve da história contr ao fim da aposentadoria, em abril de 2017, agora volta a ser uma ameaça.

Desde a posse, o governo de extrema direita Jair Bolsonaro (PSL) deixou claro que a aprovação do projeto que destruirá a previdência pública é uma prioridade da gestão. E a minuta da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de reforma da Previdência que o governo deve enviar ao Congresso Nacional este mês é pior do que a do ilegítimo Michel Temer (MDB). O texto da PEC, vazado pela mídia, prevê a obrigatoriedade de idade mínima de 65 anos para homens e mulheres se aposentarem. A proposta que Temer tinha encaminhado previa idade mínima de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres. A PEC de Bolsonaro prevê, ainda, quem quiser receber 100% do benefício terá de trabalhar 40 anos e cria um sistema de capitalização, de “caráter obrigatório”.

Para preparar a resistência contra a reforma, a CUT de Santa Catarina, junto com as demais centrais - CTB, Intersindical, UGT e CSP Conlutas – e Dieese/SC, realizaram uma plenária nessa terça-feira (5) com o movimento sindical do estado para planejar ações de mobilização em defesa da aposentadoria.  

Durante o encontro, o economista e supervisor técnico do Dieese/SC, José Álvaro Cardoso, explicou brevemente as propostas apresentadas pelo governo que, segundo o texto do projeto obtido pelo Estadão/Broadcast, prevê a obrigatoriedade de idade mínima de 65 anos para homens e mulheres se aposentarem, cria um sistema de capitalização de “caráter obrigatório” e determina que quem quiser receber 100% do benefício terá de trabalhar 40 anos.

“Qualquer medida que venha deste governo terá dois eixos principais: a liquidação da soberania nacional e a destruição de direitos do povo”, disse o economista.

Eles não estão de olho apenas na Previdência, mas na seguridade como um todo, que inclui a saúde e a assistência social, tudo isso para atender aos interesses do capital internacional  
- José Álvaro Cardoso

O economista explicou que a privatização da previdência interessa principalmente aos grandes bancos, que ambicionam a grande movimentação de receita da Seguridade Social no Brasil, que representa cerca de R$ 740 bilhões por ano.

Organizar a luta em defesa da aposentadoria

Na Plenária foram deliberadas diversas ações para mobilizar a classe trabalhadora e barrar a Reforma da Previdência, a principal foi a construção de uma greve geral em defesa da aposentadoria.

Para isso, os sindicatos deverão organizar o quanto antes assembleias e reuniões com os trabalhadores para decidirem formas de luta e para alertar os trabalhadores sobre a reforma.

A primeira grande ação que deverá ser fortalecida para mostrar resistência contra os ataques do governo é a greve internacional de mulheres, que contará com mobilizações em todo o Estado no dia 8 de março.

Para alertar os trabalhadores e trabalhadoras sobre as ameaças que a reforma representa e a importância de organizar uma greve geral será elaborada uma campanha unitária contra a reforma da Previdência com vídeos, panfletos para distribuir nos locais de trabalho e postagens nas mídias sociais.

No encontro foi orientado também a participação de representantes das centrais e sindicatos na  Assembleia Nacional da Classe Trabalhadora em defesa da aposentadoria e da Previdência, que será realizada no  dia 20 de fevereiro, em São Paulo, quando será deliberado um plano de lutas unitário.

Uma das principais bandeiras da assembleia será o combate a sonegação, inadimplência e falcatraus de empresários que descontam dos trabalhadores mas não contribuem com o INSS, se apropriando indevidamente do que pertence ao trabalhador. 

A presidenta da CUT-SC, Anna Julia Rodrigues, ressaltou a importância da unidade entre as centrais para defender os direitos dos trabalhadores que estão sendo atacados por este governo que começou reduzindo o valor do  salário mínimo e agora vem com esta reforma.

Mais do que nunca precisamos de unidade para construir uma greve geral que garanta os direitos dos trabalhadores. Não há negociação sobre esta reforma, não aceitamos qualquer tipo de mudança que dificulte a aposentadoria da classe trabalhadora 
- Anna Julia

A dirigente alertou ainda para as possíveis pautas bomba que o Congresso Nacional pode criar para tirar o foco da mobilização contra a Reforma da Previdência.  

Além da reforma da Previdência, é importante ficar atento aos outros projetos que o governo Bolsonaro planeja para destruir todos os avanços que o país conquistou na educação, saúde e direitos sociais com o governo de Lula e Dilma, como a Lei da Mordaça, o anteprojeto de Lei Anticrime e o pacote de privatizações.

“Precisamos estar mobilizados para qualquer tipo de ataque que prejudique o povo”, finalizou a presidenta da CUT-SC. 

 

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