Santander: ao contrário do Brasil, assaltos...
Publicado: 18 Janeiro, 2010 - 14h24
Escrito por: Contraf-CUT
Os assaltos abancos são raros na Espanha, avaliou na última sexta-feira, dia 15, oSecretario de Salud Laboral das Comisiones Obreras (CC. OO.) do Banco Santanderda Comfia, Angel Bravo Fernandez, durante encontro com a Contraf-CUT, em Madri,um dia após a reunião promovida pela UNI Finanças. A informação contrasta com arealidade brasileira, onde os números de ocorrências assustem e aumentam orisco a que diariamente estão expostos bancários, vigilantes e clientes.
Angel, acompanhado do Secretário General da Comfia, Miguel Periañez, recebeu avisita do secretário de imprensa da Contraf-CUT e coordenador do ColetivoNacional de Segurança Bancária, Ademir Wiederkehr. Também esteve presente adiretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo e coordenadora da RedeSindical do Santander da UNI Américas, Rita Berlofa.
Segundo Angel, os casos de "atracos" a bancos caíram drasticamenteapós a mudança na legislação espanhola, na década de 80, como forma deprevenção aos grupos terroristas que roubavam bancos para financiar suas ações.Cada agência, chamada na Espanha de oficina, é obrigada a manter um sistemaindividualizado de segurança, sob forma retangular, com portas automáticas,detectores de metais e uma câmera de filmagem com monitoramento externo. Assimcada pessoa que entra na unidade é filmada.
Nas agências não existe sala de autoatendimento, mas apenas uma área de recuodepois da calçada com armários, onde os clientes podem guardar objetos pessoais,com chaves individuais, a exemplo de algumas unidades no Brasil.
As agências possuem ainda várias câmeras de filmagem, localizadas em locais decirculação de clientes e outras instaladas em pontos escondidos, igualmentemonitoradas em ambiente externo.
Existem poucos caixas eletrônicos, geralmente um ou dois por agência, mas sópodem ser acessados pelas calçadas e são abastecidos internamente. "Uma denossas preocupações é acabar com os casos de assaltos a clientes", disseAngel.
Conforme o representante da Comfia, as agências em geral não possuemvigilantes, pois não há previsão legal. Havia vidros blindados em todas asunidades, mas, com a queda da violência, os mesmos foram retirados pelos bancose quase não existem mais.
A exemplo do Brasil, o transporte de valores é feito através de carros-fortes,explicou Angel, mas sem ocorrência de assaltos. Não é utilizado o sistema defurgões blindados para levar malotes com jato de tinta para manchar o dinheiroem caso de roubo. Atualmente, o horário de atendimento ao público é das 8h30 às14h30.
Os casos de seqüestros, de acordo com Angel, também são reduzidos, apesar doprocedimento arcaico de forçar os bancários a as chaves do cofre e das agênciaspara casas. Ademir explicou que no Brasil alguns bancos, como a Caixa EconômicaFederal, estão contratando empresas especializadas em segurança para abrir efechar suas agências, o que praticamente eliminou os seqüestros.
Ademir considerou importante conhecer a experiência espanhola. "Chama aatenção a força da legislação para reduzir os ataques a bancos e trazer maissegurança para trabalhadores e clientes", comentou o dirigente sindical."Trata-se, no entanto, de uma experiência que precisa ser analisadalevando em conta a situação de violência da sociedade espanhola, bem diferenteda realidade do Brasil", observou o dirigente da Contraf-CUT.