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TSE aponta mais de 2 mil mudanças em locais de votação; veja como consultar

Com divergências nos dados divulgados, Justiça Eleitoral orienta eleitores a confirmar o endereço pelos canais oficiais. PT aciona TSE por mudanças em locais de votação

Publicado: 19 Outubro, 2026 - 15h34 | Última modificação: 19 Outubro, 2026 - 16h02

Escrito por: Redação CUT | Editado por: Walber Pinto

LR Moreira/Secom/TSE
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Para garantir o direito ao voto no segundo turno, no próximo domingo, 25 de outubro, os eleitores e eleitoras devem confirmar o endereço de sua seção eleitoral antes de sair de casa. A orientação é importante porque há divergências entre os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e os levantamentos dos tribunais regionais. (Veja abaixo onde consultar)

A recomendação é verificar o endereço atualizado pelos canais oficiais da Justiça Eleitoral antes de ir às urnas. Neste domingo (18), o sistema do TSE chegou a registrar 2.033 seções eleitorais modificadas. Na sexta-feira (16), o número informado era de 4,3 mil. Por volta das 19h de domingo, a quantidade havia caído para 1.396 e, às 20h, para 99. Mesmo assim, algumas inconsistências continuavam na página oficial.

O que o eleitor deve fazer?

Antes de sair de casa para votar, consulte seu local de votação pelos canais oficiais:

  • Aplicativo e-Título: baixe o aplicativo e confira os dados da sua seção eleitoral e veja o endereço de votação.
  • Autoatendimento Eleitoral: acesse o site do TSE e clique em Onde Votar.

Quem tiver dificuldade para acessar os canais digitais deve pedir ajuda a familiares, pessoas de confiança ou buscar orientação junto à Justiça Eleitoral. O importante é confirmar o endereço antes de sair para votar e evitar deslocamentos desnecessários.

Estados com mais seções alteradas e eleitores afetados

Segundo os dados divulgados pelo TSE, São Paulo lidera o número de seções eleitorais com alterações, com 982, seguido por Minas Gerais (514), Rio de Janeiro (431) e Bahia (312). As mudanças foram motivadas por problemas de infraestrutura e acessibilidade, questões de segurança e danos causados por eventos climáticos, entre outras razões.

Em relação ao número de eleitores afetados, Minas Gerais aparece em primeiro lugar, com 75.806 pessoas, seguido pelo Paraná, com 74.877, e pelo Maranhão, com 52.699. Pernambuco registra 48.502 eleitores afetados, enquanto São Paulo soma 45.140. O ranking por unidade da Federação inclui também o Distrito Federal e Mato Grosso, que não aparecem na base de dados de seções eleitorais alteradas.

Segundo levantamento do site Carta Capital, o ranking de eleitores afetados por unidade da Federação, incluindo Distrito Federal e Mato Grosso – que não aparecem na base de seções alteradas –, é o seguinte:

  • Minas Gerais – 75.806
  • Paraná – 74.877
  • Maranhão – 52.699
  • Pernambuco – 48.502
  • São Paulo – 45.140
  • Bahia – 38.193
  • Amapá – 35.086
  • Paraíba – 30.858
  • Piauí – 26.785
  • Goiás – 26.105
  • Alagoas – 22.855
  • Sergipe – 22.241
  • Amazonas – 16.552
  • Roraima – 14.661
  • Pará – 10.043
  • Rio Grande do Sul – 9.578
  • Tocantins – 7.718
  • Rio Grande do Norte – 6.940
  • Rio de Janeiro – 6.803
  • Exterior – 6.275
  • Espírito Santo – 5.786
  • Rondônia – 3.296
  • Acre – 3.105
  • Ceará – 2.574
  • Santa Catarina – 322
  • Mato Grosso do Sul – 70
  • Distrito Federal – 0
  • Mato Grosso – 0

 

PT aciona TSE por mudanças em locais de votação

As alterações nos locais de votação também motivaram uma cobrança da coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao TSE. Em representação apresentada no sábado (17), a campanha pediu medidas urgentes para garantir que os eleitores sejam informados sobre eventuais mudanças antes do segundo turno.

A coligação solicitou que a Justiça Eleitoral comunique individualmente as alterações, divulgue os endereços antigos e novos em até 48 horas e assegure alternativas de transporte para os cidadãos afetados.

A iniciativa ocorreu após o primeiro turno registrar 33,4 milhões de abstenções, o equivalente a 21,08% do eleitorado nacional. A representação alerta que a divulgação insuficiente dos novos endereços pode dificultar o exercício do direito ao voto, especialmente entre idosos, moradores de periferias e pessoas com acesso limitado à internet.

No Rio de Janeiro, segundo dados do TRE-RJ citados na representação, 277 locais de votação foram modificados em relação às eleições de 2024, afetando aproximadamente 670 mil eleitores. Desse total, 72 locais foram transferidos por razões de segurança, incluindo medidas para proteger a liberdade do voto diante da atuação de facções criminosas e milícias.

A campanha afirma que não questiona a legalidade dessas transferências, mas cobra mais transparência e comunicação com a população. A representação foi distribuída à ministra Estela Aranha.

Para a campanha do presidente Lula, a responsabilidade de informar sobre as mudanças não pode ser transferida integralmente aos eleitores. O objetivo da cobrança é garantir que todos saibam onde votar e possam exercer seu direito no segundo turno.