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RS: Governo se reúne com educadores, mas não garante reposição salarial

Governador anunciou alterações no projeto de lei do reajuste, mais de 35 mil seguem não contemplados

Publicado: 17 Dezembro, 2021 - 09h10 | Última modificação: 17 Dezembro, 2021 - 11h02

Escrito por: CUT-RS

CPERS Sindicato
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Após pressão dos educadores e das educadoras, o governo Eduardo Leite (PSDB) anunciou, na tarde desta quinta-feira (16), alteração no projeto de pei do reajuste do Piso do Magistério para a direção do Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS Sindicato).

Segundo o secretário da Fazenda, Marco Aurélio Cardoso, o Executivo agora quer criar uma trava na absorção da parcela de irredutibilidade, garantindo o mínimo de 5,53% de reajuste para professores na ativa ou aposentados, que estavam de fora do antigo projeto.

No entanto, os 9998 inativos sem paridade e os 24.664 funcionários de escola (ativos e inativos) seguem não contemplados.

O secretário-chefe da Casa Civil, Arthur Lemos, afirmou que o novo projeto de lei com as alterações será protocolado na Assembleia Legislativa. A redação completa do PL não foi disponibilizada.

#ReposiçãoJá para TODA a categoria

O CPERS Sindicato segue defendendo a reposição salarial para professores(as), funcionários(as) e aposentados(as), que já perderam 52,6% do seu poder de compra para a inflação.

É importante frisar que a matemática imoral de Eduardo Leite continua: a grande maioria dos educadores(as) continuam pagando o reajuste do piso do magistério do próprio bolso.

Mais de 50% dos professores(as) ainda NÃO receberão o índice fixado pela Lei do Piso Nacional do Magistério.

Durante a reunião, a presidente do CPERS Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, reforçou a importância de garantir um reajuste linear para todos.

“Exigimos o reajuste para os professores(as) e funcionários(as) com os recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação. O governo ainda tem R$ 675 milhões em caixa do FUNDEB e deveria atender a esta reivindicação. Dinheiro tem”.

Helenir também afirmou que os funcionários de escola são servidores da SEDUC com plano de carreira próprio e reconhecidos pela LDB e, portanto, devem ser incluídos neste projeto.

A diretora do CPERS, Glaci Weber, professora aposentada, fez um desabafo sobre a situação dos inativos(as). “Nós somos da geração que educou a maioria da juventude que está aqui nesta mesa. O governo já tirou 14% do nosso salário na última reforma e agora ficamos quase sem valorização. É uma situação desesperadora”.

O 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, lembrou a enorme defasagem salarial da categoria. “Não podemos esquecer que estamos há 7 anos sem reposição e os funcionários de escola são os mais atingidos. Mesmo com o reajuste do salário mínimo regional, não será o suficiente”.

Também participaram da reunião a secretária da Educação, Raquel Teixeira, o procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa, os diretores do Cpers, Alda Maria Souza, Leonardo Preto Echevarria, Rosane Zan e o advogado Marcelo Fagundes.

A pressão continua

A presidente do CPERS chama a categoria para a unidade na luta. “O Sindicato realizará ato público e vigília na próxima terça-feira (21), às 9h, em frente ao Palácio Piratini. Estaremos pressionando o governo e os deputados da base para garantir a reposição para TODA a categoria!”, convocou Helenir.

 

Fotos: CPERS Sindicato