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Resolução da direção Nacional da CUT reforça luta pelo "Fora, Bolsonaro"

Pela vida, direitos, emprego e renda, vacina no braço, contra privatização e PEC 32, Central convoca sua militância e entidades, além da sociedade, a ocupar as ruas pelo "fora, Bolsonaro" por um Brasil melhor

Publicado: 03 Julho, 2021 - 11h07 | Última modificação: 03 Julho, 2021 - 11h11

Escrito por: Redação CUT

Reprodução
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A Direção Nacional da CUT, reunida no dia 1º de julho de 2021, debateu a conjuntura política, seus desdobramentos para o país e para os trabalhadores e trabalhadoras e  definiu ações para o enfrentamento a esse período.

A situação política nacional e internacional segue crítica, instável e cada vez mais volátil e tensa. Além da criminosa gestão da crise sanitária no Brasil, onde a pandemia da Covid-19 já matou mais de 522 mil pessoas, da crise econômica que destrói empregos, corrói salários e joga milhões de pessoas na miséria e no desespero, o governo de Jair Bolsonaro agora se afunda em denúncias de corrupção.

Apesar desse cenário, a classe trabalhadora tem resistido com as mais diversas formas de mobilização.

Na Colômbia, as manifestações tiveram início após o anúncio de uma reforma tributária neoliberal proposta pelo presidente Iván Duque e já duram mais de dois meses, mesmo com a forte repressão do governo. A suspensão da reforma tributária não acabou com os protestos, que ganharam novos contornos, novas pautas e reinvindicações.   

No Peru, a classe trabalhadora foi fundamental para a vitória de Pedro Castillo e pela derrota da extrema direita e continua nas ruas de todo o país para garantir que Castilho tome posse.

No Chile, depois de quase dois anos das lutas por uma nova Constituição, independentes ligados aos movimentos sociais e partidos de esquerda elegeram a maioria das cadeiras da nova Constituinte.

E na Grécia, as manifestações e a greve geral são contra a reforma trabalhista que serve para precarizar o trabalho e retirar direitos.

No Brasil, as denúncias de corrupção e conivência com o contrabando de madeira atingiram o ministro do Meio Ambiente, cuja política de devastação ambiental é alinhada com os interesses do agronegócio, da mineração e dos negócios predatórios, assim caiu o 16º ministro de Bolsonaro que estava sendo investigado pelo Supremo Tribunal Federal.

Na CPI da Covid no Senado Federal as denúncias de corrupção na compra de vacinas mostram que, além do negacionismo, da gestão criminosa e irresponsável da crise sanitária, esse governo e lideranças do Centrão estavam tentando desviar recursos do combate ao vírus para abastecer os seus interesses.

Todos esses ingredientes aprofundam a crise do governo em todos os âmbitos, inclusive na parte da base que o sustentou e levaram às ruas milhares de pessoas nos dias 29 de maio e 19 de junho em repúdio a política criminosa e genocida do presidente Bolsonaro e seu governo.

Não há ilusão de que o atual Congresso, que acaba de aprovar a viabilização da privatização da Eletrobrás e que aplica medidas a favor dos grandes empresários, cuja maioria reacionária sustenta o governo, sob tutela militar, votará o impeachment de Bolsonaro a não ser com muita mobilização e pressão social. É necessário, no entanto, continuar fazendo enfrentamento institucional e pressão sobre os/as parlamentares, para defender os direitos e a agenda emergencial para o combate da crise sanitária.

Esse enfrentamento dever ser feito prioritariamente por meio de campanhas nas bases desses parlamentares e nas mobilizações de massa nas ruas e nas redes.

A saída da crise virá da mobilização popular e da classe trabalhadora. Nossa prioridade é ampliar a politização de nossas bases e a mobilização nas ruas. O centro da atuação política da CUT é ‘FORA, BOLSONARO E SEU GOVERNO!’, acompanhadq de nossa pauta sindical prioritária, associando as lutas específicas com a defesa da democracia.

Para isso é essencial avançar na construção de unidade e mobilização para um Dia Nacional de Luta com paralisações no mês de agosto, a partir da agenda de lutas dos Servidores Públicos. Essa construção também deve envolver as nossas instâncias (CUTs Estaduais, Ramos, Confederações) e todos sindicatos filiados, como forma de solidariedade aos Servidores Públicos contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 32, da reforma Administrativa, e também para colocar na agenda as bandeiras de luta de toda a CUT.

Vamos intensificar os nossos esforços juntos aos diversos fóruns unitários que participamos (Frentes, Fórum das Centrais, Campanha Fora Bolsonaro etc) para potencializar as mobilizações como aquelas que aconteceram nos dias 29 de maio e 19 de junho, que já contou com o apoio e participação da CUT.

Nesse sentido, é fundamental a participação e o envolvimento das CUTs estaduais nos fóruns unitários dos estados (Frentes, Centrais e da Campanha Fora Bolsonaro) para a organização e mobilização dos atos marcados para os dia 3 e 24 de julho.

A nossa participação deve ser organizada, militante e massiva para proporcionar maior visibilidade para a CUT e para as bandeiras de luta que representamos com a utilização dos nossos carros de som, bandeiras, balões, tendas para distribuição de máscaras e álcool gel etc.

Reafirmamos as bandeiras de luta prioritárias da CUT, para serem associadas ao movimento Fora Bolsonaro e Seu Governo:

 Luta contra as privatizações

 Luta contra a Reforma Administrativa

 Reforma Tributária Justa Solidária e Sustentável

 Por salário, emprego, trabalho decente e renda.

 Contra a inflação, carestia e a fome.

 Vacina para todos

 Auxílio emergencial de R$ 600

 Defesa da agricultura familiar e luta por segurança e soberania alimentar.

Direção Nacional da CUT