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Quase 90% dos brasileiros defende preservação da Amazônia, segundo Ibope

Pesquisa divulgada nesta quarta mostra que, ao contrário do que pensa e faz Bolsonaro com a Amazônia, a preocupação dos brasileiros com a questão ambiental é essencial

Publicado: 21 Agosto, 2019 - 17h01 | Última modificação: 21 Agosto, 2019 - 18h03

Escrito por: Redação CUT

reprodução EBC/Rádios
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Para 88% dos brasileiros, o desmatamento ilegal na floresta amazônica é preocupante. Outros 84% disseram concordar totalmente que preservar a Amazônia é essencial para a identidade do Brasil, revela pesquisa Ibope contratada pela organização não governamental Avaaz, divulgada nesta quarta-feira (21), em um evento em Brasília, com a Frente Parlamentar Ambientalista.

De acordo com Diego Casaes, coordenador de Campanhas do Avaaz, responsável por promover abaixo-assinados online, 89% dos eleitores querem que o Congresso Nacional assuma mais responsabilidade para combater o desmatamento ilegal na Amazônia e 90% querem que o presidente Jair Bolsonaro e o governo federal aumentem a fiscalização.

 “Entre os deputados também há bastante consenso, 98% querem assumir mais responsabilidade sobre a proteção da floresta, os números dizem que mesmo sendo de diferentes partidos, orientações e regiões do país, deputados e cidadãos concordam, a gente só não está conseguindo se falar direito e dialogar”, afirmou Diego.

No evento, a Avaaz também entregou aos parlamentares abaixo-assinado feito pela sua plataforma online com mais de 1,1 milhão de assinaturas pedindo a preservação da Amazônia.

“Se o Brasil não tomar cuidado com o meio ambiente, com as pessoas, também não vai ter mais a quem vender os produtos da agricultura”, disse o coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Nilto Tatto (PT-SP).

“Eu não estou falando aqui para aqueles agricultores que não acreditam em nada disso, que ainda não acreditam que a Terra é redonda, esses nós precisamos combater na política e isolar politicamente, eu chamo a atenção daqueles esclarecidos que estão calados e que estão lavando as mãos para o desmonte que está sendo feito, porque está na hora de se posicionar”, afirmou.


Mais sobre a pesquisa Ibope

Na pesquisa, os entrevistados foram convidados a responder sobre o quanto concordavam com diversas afirmações sobre a Amazônia. 90%, por exemplo, disseram que concordam totalmente com a frase “Preservar a Amazônia é essencial para a saúde do meio ambiente no Brasil”. Quando a pergunta foi sobre preservar a Amazônia ser essencial para a economia brasileira, o índice foi de 67% concordando totalmente e 20% parcialmente.

O levantamento também questionou os entrevistados sobre a afirmação “O presidente Jair Bolsonaro e o Governo Federal devem adotar uma política de "tolerância zero" contra o desmatamento ilegal na Amazônia”. Neste caso, 83% concordaram totalmente, 8% parcialmente, outros 3% discordaram parcialmente e apenas 5% discordaram totalmente da afirmação.

Pesquisa com os parlamentares

Em parceria com o Instituto Demodata, o Avaaz também divulgou nesta quarta-feira uma pesquisa de opinião entre os parlamentares. Foram ouvidos 223 deputados federais, representantes de todos os partidos com cadeiras na Câmara. 49% disseram concordar plenamente com a afirmação de que o aumento do desmatamento na Amazônia é preocupante, enquanto outros 28% responderam que concordam. 11% afirmaram que não concordam e nem discordam da frase, 11% discordaram e 1% optou por responder que discorda totalmente.

Quando a pesquisa foca nos deputados integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária, o índice dos que concordam plenamente que o aumento do desmatamento na Amazônia é preocupante cai para 34%, e outros 36% responderam que concordam. Entre a bancada evangélica, os percentuais são respectivamente de 45% e 36%. Já entre aqueles que se declaram de oposição, os índices são 74% concordam plenamente e 20% concordam.

Metodologia da pesquisa:

A pesquisa Ibope/Avaaz foi realizada entre os dias 14 e 16 de agosto, entrevistou mil pessoas distribuídas em todas as regiões do país e a margem de erro é de três pontos percentuais.

Com informações do Congresso em Foco.