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Quase 63 milhões de brasileiros estão inadimplentes, com restrições no CPF

Perda do emprego, queda na renda e compras por impulso, em especial entre os que têm problemas no trabalho e estão ansiosos são maiores responsáveis por atrasos no pagamento de dívidas

Publicado: 17 Setembro, 2018 - 11h52 | Última modificação: 17 Setembro, 2018 - 20h41

Escrito por: Redação CUT

Reprodução
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Em agosto, 62,9 milhões de brasileiros não conseguiram pagar as contas e tiveram o nome negativado. O aumento da inadimplência, de 3,63%, foi o 11º consecutivo da série histórica, de acordo com o levantamento divulgado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (Serasa).

Os dados revelam que 41% da população adulta brasileira têm contas em atraso e, portanto, estão com o nome sujo. Isso significa que estão com restrições ao CPF, dificuldades para obter financiamentos ou fazer compras parceladas.

Em São Paulo, 20% das famílias estão endividadas. É o maior número de inadimplentes desde maio de 2012. Das famílias que estão no vermelho, metade já afirmou que não tem condições de pagar as contas que estão atrasadas no próximo mês.

Os principais vilões da inadimplência são a perda do emprego (37%), que chega a 38% nas classes C e D, a redução da renda (24%) e a falta de controle financeiro (12%).

Ansiedade e problemas no trabalho contribuíram para desequilíbrio no orçamento dos inadimplentes

As emoções diante de determinadas situações também geram consumo desordenado em muitas pessoas. Ao investigar que tipo de acontecimento pode ter contribuído para o desequilíbrio das finanças no período em que os entrevistados fizeram a dívida, a pesquisa constatou que o fator número um está ligado à ansiedade (21%). Em seguida, foi mencionada a insatisfação ou problemas no trabalho (13%) como responsável por esse tipo de comportamento. Outros 12% contraíram dívidas em momentos de estado emocional abalado por dificuldades financeiras, enquanto 9% passavam por problemas no relacionamento familiar.

O estado emocional dos entrevistados também interfere na gestão do orçamento, uma vez que 36% admitem comprar, algumas vezes, coisas que não haviam planejado para se sentirem melhor. Já 27% excedem o orçamento para ficarem mais bonitos.

Considerando apenas os 12% que se endividaram por descontrole do orçamento ou porque tiveram crédito fácil, 39% afirmam que quiseram aproveitar as promoções oferecidas pelas lojas, levando-os a contrair gastos extras sem avaliar o orçamento. Já 24% reconhecem não ter negociado bem os preços no momento da compra e 14% disseram que costumam comprar mais do que o necessário para se sentir bem quando estão ansiosos.

Metodologia

A pesquisa ouviu 609 consumidores que possuem contas em atraso há mais de 90 dias em todas as capitais do país, de ambos os gêneros, acima de 18 anos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de no máximo 3,97 pp a uma margem de confiança de 95%.

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