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Quando o Brasil vira refém da ureia de outros países

Empresa estrangeira que comercializa ureia (material derivado do gás natural usado para fazer fertilizantes) no mercado brasileiro avisa que fornecimento de ureia está interrompido por causa da crise na Bolívia

Publicado: 18 Novembro, 2019 - 14h16

Escrito por: FUP

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Um cenário como este já era de se esperar e se faltavam exemplos do que é comprometer a soberania alimentar de uma nação, agora não faltam mais. A Acron, empresa Russa de fertilizantes das mais importantes do mundo, se juntou à estatal boliviana Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos, a YPFB, para comercializar ureia (material derivado do gás natural usado para fazer fertilizantes) com a intenção de vender para o mercado brasileiro, mais especificamente para o Estado do Mato Grosso do Sul. Neste fim de semana, 17, a Acron comunicou ao governo do estado que o fornecimento de ureia está interrompido em decorrência da crise na Bolívia.

De acordo com o secretário de Estado de Produção e Meio Ambiente Jaime Verruck, a situação é preocupante, a estimativa para este ano era que somente Mato Grosso do Sul importasse 400 mil toneladas de ureia e no entanto ficou sem ureia exatamente na época de plantio da safra. O impacto econômico é negativo para as empresas que já firmaram contratos, mas afeta também o Brasil que deixa de receber a ureia necessária ao agronegócio.

O mais sério ainda é que não é uma questão comercial apenas, trata-se de escolha feita por quem não tem compromisso com a nação, pois coloca em risco as necessidades alimentícias do povo. É dever do Estado garantir segurança alimentar com qualidade e em quantidade suficiente para toda a população de modo permanente. O que acontece agora no Mato Grosso do Sul é um exemplo do que denuncia o presente e compromete o futuro.

Uma pergunta: um governo que vende suas Fafens, está preocupado com a soberania alimentar do povo que governa?