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Pronunciamento de Bolsonaro é o pior da história do Brasil, critica Sérgio Nobre

Afirmação do presidente da CUT se refere a fala de Bolsonaro em rede nacional defendendo o fim da quarentena mesmo com explosão de casos do novo coronavírus no país

Publicado: 25 Março, 2020 - 16h04 | Última modificação: 25 Março, 2020 - 17h02

Escrito por: Walber Pinto

O presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, classifica o pronunciamento de Jair Bolsonaro, feito na noite desta terça-feira (24), quando defendeu o fim da quarentena e disse que a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) é uma gripezinha, um resfriadinho, como o “pior da história do Brasil”.

“Bolsonaro fez ontem o pior pronunciamento da história do Brasil, desrespeitou seus ministros, atacou governadores e prefeitos que, apesar do descaso de Bolsonaro, tentam proteger a vida do povo brasileiro”, afirma Sérgio Nobre em vídeo divulgado nesta quarta-feira (25).

O discurso do presidente deixou o mundo político perplexo porque vai na contramão do que diz a Organização Mundial da Saúde (OMS) e contra as evidências cientificas que alertam que a aglomeração facilita a propagação em massa do vírus.

Para o presidente da CUT, o discurso mostrou que Bolsonaro não tem qualificação nem estatura de um presidente da República. “Nesse momento dramático cabe aos setores representativos da sociedade apontar o caminho dessa grave crise”.

No vídeo, Sérgio fala também sobre a Medida Provisória (MP) 927 do governo Bolsonaro que previa a redução de salários e jornada de trabalho em até 50%, item que caiu após pressão da CUT, demais centrais sindicais e sociedade.

 “Escandalosamente [a MP] retira dos sindicatos o papel de negociação coletiva. Nossa pressão fez o governo retirar da MP a redução de salário e jornada, não podemos permitir em hipótese alguma a exclusão sindical da negociação coletiva”, disse Sergio.

“Nossa tarefa é representar toda a classe trabalhadora, independentemente da forma de contratação, seja autônoma, plataforma digital, desempregados. A CUT representa a classe trabalhadora na sua totalidade”, finalizou.