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Presidente de Cuba pede que país defenda liberdade de Lula no 1º de maio

Díaz-Canel escreveu no Twitter que neste 1º de Maio é preciso estar nas praças defendendo a liberdade de Lula e denunciando o bloqueio, a política agressiva dos EUA contra Cuba, Venezuela e Nicarágua

Publicado: 29 Abril, 2019 - 10h58 | Última modificação: 29 Abril, 2019 - 11h17

Escrito por: Redação CUT

Reprodução
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O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, pediu à população para denunciar as manobras intervencionistas dos Estados Unidos na região latino-americana e caribenha no Dia Internacional dos Trabalhadores e das Trabalhadoras. Além disso, pediu para os cuabanos exigirem a libertação do ex-presidente Lula, mantido preso político desde abril do ano passado.

"Estaremos juntos nas praças de Cuba neste Primeiro de Maio para denunciar o bloqueio, a política agressiva dos EUA contra Cuba, Venezuela e Nicarágua, para exigir a libertação de Lula, para confirmar que aqui ninguém se rende”, escreveu o presidente cubano Twitter, nesta segunda-feira (29).

A convocação para os cubanos fortalecerem a luta pela liberdade de luta foi feita três dias depois do ex-presidente brasileiro dar a primeira entrevista a imprensa desde abril de 2018. Durante as eleições, quando Lula era o primeiro colocado em todas as pesquisas de intenção de voto, o pedido de entrevista foi negado pelo justiça. A entrevista dada aos jornais El País e Folha de S. Paulo repercutiu em todo o mundo, menos na TV Globo e na TV Record.

Na ocasião, Lula disse que prefere ficar preso para sempre a sair sem provar a sua inocência. "Fico preso 100 anos. Não troco minha dignidade pela minha liberdade".

O presidente cubano repudiou a dupla moral do império estadunidense que por um lado mantém suas políticas de ingerência ao impor bases militares em alguns países da região, e com isso atenta contra o direito à livre autodeterminação dos povos, e ao mesmo tempo questiona a cooperação bilateral de Cuba com o povo venezuelano em diversos âmbitos.

"Os EUA, com cerca de 800 bases e centenas de milhares de militares por todo o mundo acusa Cuba de ter militares na Venezuela. Uma zombaria ao mundo. Uma ofensa a duas nações soberanas. Bolton volta a mentir e seu propósito é criminoso", disse o presidente cubano.

No fim de semana os países membros da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América – Tratado de Comércio dos Povos (Alba-TCP) reiteraram o chamado ao governo dos EUA a que ponha fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto a Cuba durante os últimos 60 anos.

Com apoio Brasil247