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Presidente da maior central sindical americana entrega prêmio a Lula

Richard Trunka, presidente da maior central sindical norte-americana, a AFL-CIO, vai a Curitiba nesta quinta entregar a Lula o Prêmio George Meany-Lane Kirkland de Direitos Humanos 2019

Publicado: 07 Outubro, 2019 - 21h35 | Última modificação: 09 Outubro, 2019 - 10h27

Escrito por: Redação CUT

Ricardo Stuckert
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Indicado ao Prêmio Nobel da Paz, que será conhecido na sexta-feira (11), o ex-presidente Lula receberá outro prêmio internacional na quinta-feira, dia 10.  Richard Trunka, presidente da maior central sindical norte-americana, a AFL-CIO, vai a Curitiba entregar-lhe o Prêmio George Meany-Lane Kirkland  de Direitos Humanos 2019.  O secretário-geral da maior central espanhola, a UGT, Pepe Alvarez também visita Lula na quinta, informa Tereza Cruvinel, do Brasil247.

De acordo com a jornalista, a projeção da campanha Lula Livre fora do Brasil e sua caracterização como preso político aumentam o desconforto interno com uma situação que joga mais lenha na queima da imagem internacional do país. Cada distinção externa, como a concessão do título de cidadão honorário de Paris, faz aumentar a busca por solução para o caso de Lula, que já recusou a progressão de regime proposta por seus próprios acusadores, os procuradores da Lava Jato, persistindo na proclamação de sua inocência e na denúncia de sua condenação como uma trampa da Lava Jato para impedir sua eleição. Bolsonaro se elegeu e premiou Moro com o Ministério da Justiça.

Em seu comunicado sobre a concessão do prêmio a Lula, em março passado, a AFL-CIO, que tem mais de 10 milhões de trabalhadores filiados e congrega 54 federações sindicais, relata a trajetória de Lula, sua atuação sindical e os êxitos de seu governo para concluir: “as elites privilegiadas minaram as frágeis instituições democráticas do pais, especialmente o Judiciário, e tomaram medidas extraordinárias e ilegais para impedir Lula de disputar a presidência em 2018, quando todas as pesquisas previam sua vitória. Desde 7 de abril de 2018 Lula é um prisioneiro político, condenados por “atos oficiais indeterminados”.

Na semana passada, a ex-presidente Dilma foi uma convidadas internacionais da UGT para a festa de seus 130 anos. A central sindical encampou o pedido de apoio que ela fez a partidos e sindicatos espanhóis à campanha pela libertação de Lula. A visita do secretário-geral Pepe Alvarez faz parte deste esforço.