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Preço da cesta básica subiu, na maioria das capitais, mais do que a inflação

Em 2019, o valor da cesta básica aumentou em 16 das 17 capitais onde o Dieese realiza mensalmente os preços dos produtos. Valor do salário mínimo deveria ser de R$ 4.342,57

Publicado: 10 Janeiro, 2020 - 12h55 | Última modificação: 10 Janeiro, 2020 - 12h59

Escrito por: Redação CUT

Agência Brasil
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O valor dos produtos que compõem a cesta básica subiu mais do que a inflação (4,31%), na comparação entre dezembro de 2018 e 2019,em 16 das 17 capitais , de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

A maior alta foi registrada em Vitória, no Espírito Santo (23,64%) seguida de Goiânia, Goiás (16,94%), Recife, Pernambuco, (15,63), e Natal, Rio Grande do Norte (12,41%). A menor variação positiva ocorreu em Salvador, na Bahia (4,85%). Em Aracaju, Sergipe, o acumulado em 12 meses foi negativo (-1,89%).

Entre novembro e dezembro de 2019, o valor da cesta subiu em todas as cidades, com destaque para Goiânia (13,64%), Rio de Janeiro (13,51%) e Belo Horizonte (13,04%).

Em dezembro último, o maior custo do conjunto de bens alimentícios básicos foi apurado no Rio de Janeiro (R$ 516,91), seguido por Florianópolis (R$ 511,70) e São Paulo (R$ 506,50). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 351,97), Salvador (R$ 360,51) e João Pessoa (R$ 373,56).

Valor do salário mínimo deveria ser de R$ 4.342,57

Segundo o Dieese, o valor do salário mínimo deveria equivaler a R$ 4.342,57 ou 4,35 vezes o mínimo de R$ 998,00, para a manutenção de uma família de quatro pessoas. Para chegar a este valor, o Dieese levou em conta os preços da cesta mais cara, que, em dezembro, foi a do Rio de Janeiro, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação,moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

Valor da cesta básica compromete mais horas de trabalho

Em dezembro de 2019, o tempo médio necessário trabalhado para adquirir os produtos da cesta básica foi de 97 horas e 42 minutos. Em dezembro de 2018, quando a pesquisa era feita em 18 capitais, a média foi de 92 horas e 17 minutos - aumento de quase cinco horas.

Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em dezembro, 48,27%. Em  dezembro de 2018, quando a pesquisa era feita em 18 capitais, a média foi de 45,59%.

Confira a íntegra da pesquisa do Dieese, clicando aqui