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Povo derrota agenda neoliberal de Macron nas ruas e impostos são congelados

Após a onda de protestos que tomou conta de todo o país, governo francês congela preços do gás, eletricidade e impostos sobre combustíveis

Publicado: 04 Dezembro, 2018 - 14h45 | Última modificação: 04 Dezembro, 2018 - 15h11

Escrito por: Redação CUT

AFP
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Após os franceses tomarem as ruas do país para protestar contra o aumento de impostos da agenda liberal do governo de Emmanuel Macron, o primeiro-ministro da França, Édouard Philippe, anunciou, nesta terça-feira (4), o congelamento dos preços do gás, da eletricidade e dos impostos sobre os combustíveis como medidas para conter os protestos do movimento que ficou conhecido como "coletes amarelos".

Como primeiras medidas, a França suspenderá, por seis meses, o aumento da "taxa de carbono", a convergência de preços entre o diesel e a gasolina, o aumento da tributação sobre o gasóleo dos veículos agrícolas e o endurecimento das condições de inspeção técnica a veículos, que deveria entrar em vigor em 1º de janeiro. Também não haverá aumento nas tarifas de eletricidade e gás durante todo o inverno.

Em discurso na TV, o primeiro-ministro da França disse que "nenhum imposto merece colocar em risco a unidade da nação". Segundo ele, "esta raiva, que vem de longe e durante muito tempo ficou muda, hoje se expressa com força e de forma coletiva".

"Seria preciso estar surdo e cego para não vê-la e ouvi-la", afirmou Philippe, que disse que será aberto um diálogo nacional para revisar totalmente o sistema tributário francês. 

"Essas decisões, imediatas, devem trazer o apaziguamento e a serenidade ao país. Devem permitir que nós lancemos um diálogo verdadeiro sobre o conjunto de preocupações expressadas nestas últimas semanas", acrescentou o chefe de governo.

Ao mencionar o grande "debate" que acontecerá entre 15 de dezembro e 1º de março em torno da tributação, Philippe reconheceu que os impostos e taxas na França "são os mais elevados da Europa". Trata-se de um "sistema complexo e às vezes injusto", acrescentou.

*Com informações Agência Brasil

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