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Por que Bolsonaro não comemorou a leve queda na taxa de desemprego do IBGE?

Dados da Pnad/Contínua de IBGE mostram estagnação na geração de empregos e recorde no número de trabalhadores e trabalhadoras sem carteira assinada ou por conta própria

Publicado: 29 Novembro, 2019 - 12h18 | Última modificação: 29 Novembro, 2019 - 16h32

Escrito por: Redação CUT

Marcos Corrêa/PR
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Nesta quinta-feira (28), Jair Bolsonaro não usou suas redes sociais para falar sobre a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/Contínua), do IBGE, que registrou leve queda na taxa de desemprego.

Sabe por quê?, questiona o jornalista Manuel Ramires, em texto publicado no site Porém.Net. E o próprio jornalista responde: É que não tem nenhuma notícia boa para dar.

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que registra o total de trabalhadores admitidos e demitdos no regime CLT, revelam estagnação dos números e os do IBGE taxa estável em dois dígitos e recorde de informalidade. Ou seja, o Brasil não gerou emprego decente, não reduziu a taxa de desocupados, de trabalhadores subutilizados e de pessoas desalentadas nem tampouco a dos por conta própria.

O número de desempregados no trimestre agosto/setembro/outubro de 2019 ficou em 12,4 milhões de pessoas. Anote: são 11,6% neste ano contra 11,7% em 2018, no governo de Michel Temer (MDB). O menor índice para o trimestre foi em 2014, na gestão Dilma Rousseff (PT), quando o desemprego ficou em 6,6%. De acordo com o IBGE, o desemprego no governo Bolsonaro “ficou estatisticamente estável tanto em relação ao trimestre de maio a julho de 2019”.

O governo poderia comemorar a geração de empregos em relação ao ano passado. Comparado há 2018, foram gerados 1,4 milhões de postos no acumulado do ano. No entanto, é um ritmo lento diante das 27,1 milhões de pessoas que estão subutilizadas (23,8%) e dos 4,6 milhões de desalentados. Ou seja, aqueles que desistiram de procurar emprego.

Outro dado que a agenda liberal de Temer e Bolsonaro prefere “esconder”: o crescimento dos subutilizados no trimestre que termina em outubro. Se com Dilma, o índice ficou na casa dos 15%, desde que Temer assumiu, saltou para acima dos 21%. Índice que só piorou após a reforma trabalhista, no fim de 2017.

Sem direitos trabalhistas

E lembra do discurso de que é melhor ter emprego do que ter direitos? Pois bem, a tese está sendo em prática. “A categoria dos empregados sem carteira de trabalho assinada no setor privado (11,9 milhões de pessoas) foi novo recorde na série histórica. (Já) a categoria dos trabalhadores por conta própria chegou a 24,4 milhões de pessoas, novo recorde na série histórica”, revela a PNAD.