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PF faz buscas na casa do governador do Amazonas e secretário da Saúde está foragido

Operação da Polícia Federal investiga supostas irregularidades na construção do hospital de Campanha Nilton Lins, usado para o combate à Covid-19 no Amazonas

Publicado: 02 Junho, 2021 - 09h41 | Última modificação: 02 Junho, 2021 - 10h19

Escrito por: Redação CUT

Reprodução
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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (2) a quarta fase da Operação Sangria, que apura desvios na área da saúde, e está cumprindo no Amazonas 19 mandados de busca e apreensão e 6 de prisão. Alvo de mandado de prisão, o secretário de Saúde do Amazonas, Marcellus Campêlo, não foi encontrado em dois endereços onde foi procurado.

Em nota, a PF informou que são cumpridos ao todo 25 mandados judiciais, expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), sendo 19 de busca e apreensão e 6 de prisão temporária, cumpridos nas cidades de Manaus (AM) e Porto Alegre (RS). A nota não dá maiores detalhes sobre a apuração na capital gaúcha.

No caso do Amazonas, a ação investiga supostas fraudes em licitação e desvios de dinheiro público na pandemia e a formação de organização criminosa por integrantes do governo amazonense. Entre as investigações estão supostas irregularidades na construção do hospital de Campanha Nilton Lins, usado para o combate à Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, no estado.

Um dos alvos da operação é o governador Wilson Lima, do PSC, um dos 12 partidos aliados fiéis do presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL). Além da casa de Lima e da sede do governo do Amazonas, os policiais fazem busca na Secretaria de Saúde, na residência do dono do Hospital Nilton Lins e na própria unidade hospitalar. 

Também são alvos de mandado de prisão o empresário Nilton Consta Lins Júnior e outras quatro pessoas.

O STJ autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do governador e do secretário de Saúde.

Os crimes em investigação são de fraude à licitação, peculato e pertencimento a organização criminosa. Se condenados, poderão cumprir pena de até 24 anos de reclusão, afirma a PF.

Com informações do Congresso em Foco e G1