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Petroleiros garantem que greve não provocará falta de combustíveis e gás

Governo federal abriu mão da soberania para agradar ao mercado; Petrobras teria capacidade para suprir demanda do país

Publicado: 30 Maio, 2018 - 10h06 | Última modificação: 30 Maio, 2018 - 10h25

Escrito por: Redação CUT

Roberto Parizotti
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Petroleiros de braços cruzados na refinaria de Capuava, em Mauá, na manhã desta quarta-feira (30)

O coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel, afirmou que a greve de 72 horas da categoria, iniciada nesta quarta-feira (30), não afetará o abastecimento de combustível no país. Ele fez um paralelo com a crise de desabastecimento diante da greve dos caminhoneiros, cujos efeitos tendem a se normalizar nos próximos dias.

"Não é verdadeiro que a greve pode causar desabastecimento porque, durante a paralisação dos caminhoneiros, a Petrobras continuou produzindo e os tanques estão abarrotados. Conduzimos o processo de tal forma para que não falte combustível para suprir as necessidades da população", disse.

A FUP convocou a greve nacional contra a política de preço dos combustíveis e do gás de cozinha, contra a privatização da Petrobras e pela saída imediata do presidente da estatal Pedro Parente. E mesmo com a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que declarou ilegal a greve dos petroleiros, o coordenador geral da FUP afirmou que a categoria não se intimidou e que a greve começa com ampla adesão da categoria.