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Petroleiros de 7 unidades do Sistema Petrobras aprovam greve

Na Bahia, greve contra venda da Rlam e fim das negociações com a direção da companhia, começa a zero hora e um minuto dessa sexta-feira (5)

Publicado: 04 Março, 2021 - 09h37 | Última modificação: 04 Março, 2021 - 10h30

Escrito por: Redação CUT

Sindipetro-BA
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Petroleiros de sete unidades do Sistema Petrobras decidiram entrar em greve com uma ampla pauta de reivindicações, que vai de protesto contra a venda da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia, e o fim das negociações com a direção da petroleira no estado, a denúncias de más condições de trabalho e redução do efetivo, como é o caso de São Paulo (Campinas e Mauá). Também vão paralisar as atividades em datas a serem definidas os petroleiros do Espírito Santo, Minas Gerais, Amazonas e Pernambuco.

Os Sindicatos dos Petroleiros desses 7 estados, filiados a Federação Única dos Petroleiros, já estavam negociando suas pautas regionais diretamente com a petroleira. Os sete Sindipetros restantes estão realizando assembleias com as suas bases, e, em breve, decidem se vão aderir à greve.

Independentemente de a pauta ser corporativa e das questões ligadas a cada uma das unidades, “a nossa luta maior será sempre por uma Petrobras pública e integrada e só teremos êxito se conseguirmos reverter essa política de desmonte da atual gestão da estatal”, afirmou o coordenador-Geral da FUP, Deyvid Bacelar.

Segundo o dirigente, a luta agora é corporativa, pois é preciso fazer o enfrentamento necessário a situação atual, de desmonte da petroleira e privatização da estatal, que atinge diversos estados e municípios e população brasileira, que hoje paga preços muito altos pela gasolina, pelo gás de cozinha e o diesel.

“A luta contra a privatização do Sistema Petrobrás deve ser feita com toda a sociedade, com mobilização social, manifestações, ou mesmo pressionando os poderes executivo e legislativo, sem prejuízo de buscar o judiciário quando necessário”, concluiu Bacelar.

Greve dos petroleiros da Bahia

Na Bahia, o início da paralisação está decidido. A greve começa a zero hora e um minuto dessa sexta-feira (5). Os petroleiros decidiram retomar a greve contra a venda da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), do sistema Petrobras, à empresa Mubadala Capital, de Abu Dhabi, nos Emirados Arabes, que havia sido suspensa após a Petrobrás reabrir um canal de negociação, que acaba de ser fechado.

Além da pauta de reivindicações dos trabalhadores Rlam, a negociação envolvia a situação dos trabalhadores da Petrobras Biocombustíveis (PBIO), que também deve ser privatizada.

 

Petrobrás encerra negociações e petroleiros retomam greve nessa sexta (5). Confira pauta de reivindicações

Leia mais: Rlam está sendo vendida pela metade do preço

São Paulo

Em São Paulo, a categoria protesta contra as más condições de trabalho, a redução do efetivo com a saída de trabalhadores por aposentadoria ou programas de incentivo à demissão voluntária e a falta de diálogo da direção nas unidades da empresa. Ainda não tem data para inicio da greve, aprovada em assembleias que ocorreram entre os dias 22 e 27 de fevereiro em todas as regionais do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Unificado-SP).

Confira aqui a pauta completa dos petroleiros de SP.

Com informações Sindipetro-BA e CUT-SP